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SUS inaugura central que acompanha pacientes de UTIs em tempo real
Ministério da Saúde apresenta Central de Comando sediada no HC-FMUSP, que acompanha 60 leitos de alta complexidade. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
O Ministério da Saúde apresentou, nesta quinta-feira (3), a Central de Comando das UTIs Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS). A estrutura acompanha, 24 horas por dia, os sinais vitais de pacientes internados em hospitais de seis capitais brasileiras.
A central funciona no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Seis telas exibem informações enviadas pelas UTIs Inteligentes de Manaus, Recife, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
O sistema já opera com 60 leitos inteligentes. Eles transmitem, em tempo real, dados como frequência cardíaca, nível de oxigênio no sangue e pressão arterial. Na prática, a equipe consegue observar alterações no estado do paciente sem depender apenas das verificações feitas em intervalos determinados.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo já usa inteligência artificial em situações reais dentro do SUS. Não se trata, segundo ele, de uma tecnologia distante ou restrita a filmes de ficção científica. A proposta é aplicar essas ferramentas na rede pública para ampliar o acesso a um atendimento mais qualificado.
Expectativa de reduzir internações
O monitoramento contínuo pode ajudar as equipes a identificar complicações clínicas mais cedo. Com isso, o Ministério da Saúde espera diminuir o tempo de internação e liberar mais rapidamente os leitos de alta complexidade, que atendem pacientes em estado grave e têm estrutura limitada.
A circulação mais rápida desses leitos pode ampliar o número de pessoas atendidas pelo SUS. É como fazer o mesmo espaço receber mais pacientes ao longo do tempo, sem reduzir o nível de cuidado oferecido a cada um.
Os dados reunidos pela central também devem servir de base para estudos científicos. A expectativa é que essas informações ajudem os especialistas a avaliar condutas e, no futuro, ampliar os protocolos clínicos usados nos hospitais.
A iniciativa faz parte da Rede Nacional de Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão. O HC-FMUSP oferece apoio técnico e operacional ao projeto, que também conta com uma organização social escolhida por meio de edital publicado no Diário Oficial da União.
O Ministério da Saúde considera as UTIs Inteligentes a primeira fase de uma rede nacional voltada à transformação digital dos hospitais do SUS. O plano prevê maior conexão entre as unidades, sistemas capazes de trocar informações e uso de inteligência artificial para apoiar as decisões das equipes médicas.
Se os resultados esperados aparecerem, a tecnologia poderá reduzir o tempo de espera por leitos de terapia intensiva e aumentar a capacidade de atendimento da rede pública.
Fonte: Brasil 61


