Onde a verdade encontra a democracia.
DESDE 2015

Entre cartas e urnas: taróloga fala sobre Lula, Flávio Bolsonaro e o futuro do país

 Entre cartas e urnas: taróloga fala sobre Lula, Flávio Bolsonaro e o futuro do país

A taróloga Ana Carla Cunha Ferreira interpreta, a partir do tarô, possíveis cenários para uma disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). As respostas abaixo apresentam as leituras e opiniões da entrevistada, não previsões comprovadas nem fatos sobre o resultado da eleição. A conversa aborda também as instituições, os direitos e o papel dos eleitores, independentemente de quem vença.

Igor Sorente: Ana Carla, olhando para um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o que as cartas indicam?

Ana Carla Cunha Ferreira: É uma leitura delicada. Não quero alarmar ninguém. Estamos falando de direitos fundamentais e de um legado político que percorreu um caminho até aqui. As cartas mostram, na minha interpretação, uma trajetória prestes a mudar. Vejo disputas e direitos em jogo.

Se Lula for reeleito, acredito que essa vitória dependeria de instituições e de documentos. Ao mesmo tempo, as cartas apontam uma possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro e mostram pessoas influentes ao lado dele. Também interpreto como favorável a Lula uma interferência de fatores externos, ligados a órgãos ou instituições. Mesmo nesse cenário, vejo dificuldades para o governo. Na leitura espiritual, porém, as cartas não favorecem a vitória de Lula.

Independentemente de quem vencer, como você imagina que o país ficará?

Espero que o Brasil fique nas mãos de Deus. As cartas indicam paralisações e problemas institucionais, especialmente na Justiça. Também apontam perdas importantes, inclusive em temas relacionados aos direitos das mulheres.

Vejo um país parado, com conflitos e questões judiciais. Na minha leitura, a Justiça pode demorar a agir, justamente quando as pessoas esperam uma resposta. Há também sinais de disputas territoriais. É um período que me parece difícil.

Se Lula vencer, ele conseguirá governar e dialogar com uma oposição fortalecida?

As cartas ainda mostram paralisação, independentemente do partido. Também me pergunto se as pessoas que compartilham uma posição política — no caso, a esquerda — conseguirão ganhar espaço.

Vejo um homem cuidadoso, capaz de propor documentos e leis e de atuar na burocracia. Essa articulação poderia trazer algum alívio. Também interpreto como favorável a Lula um cenário internacional, mais do que a situação interna. As cartas indicam movimentos, articulações e fatos ainda não revelados, inclusive envolvendo a polícia e instituições.

É um tema delicado. Em outra ocasião, falei sobre a prisão de Bolsonaro, e sei que isso mexe com as paixões das pessoas. Mas política não é futebol. Estamos falando de instituições e da vida de todos. Um líder deveria governar para a população inteira, não apenas para quem votou nele.

E se Flávio Bolsonaro vencer? Na sua leitura, ele conseguiria atender às expectativas dos eleitores e promover as mudanças que eles esperam?

As cartas mostram decisões e uma possível ilusão de conquista. Interpreto que parte do eleitorado sabe o que ele propõe. Na minha visão, há o risco de um governo voltado para determinados grupos, e não para todos.

Não vejo um governo fácil. As cartas apontam concentração de poder, restrições à liberdade, disputas e problemas judiciais. Também mostram dificuldades para trabalhadores com carteira assinada, que podem perder direitos. Ao mesmo tempo, não vejo uma revolta popular. Vejo a possibilidade de uma tomada de consciência entre as pessoas.

Que mensagem você daria a quem teme pelo futuro econômico, social e político do país?

A comunicação precisa mudar. Um modelo antigo deve ser rompido, principalmente quando a política passa a atender a caprichos e ao ódio. Criar um inimigo comum pode juntar pessoas contra alguém, mas não resolve os problemas de quem vive e trabalha no país.

Na economia, as cartas sugerem algum tipo de planejamento global que poderia abrir oportunidades para trabalhadores. Também vejo parcerias relacionadas a uma mulher que, na minha interpretação, já estaria articulando algo. Essa movimentação poderia trazer resultados rapidamente.

Acredito que o primeiro semestre de 2027 pode marcar uma oportunidade econômica. O Brasil, na leitura das cartas, aparece fragilizado. A Torre, por exemplo, simboliza aquilo que não pode ser evitado. Interpreto esse momento como uma fase de mudanças e recomeços. Espero que elas aconteçam para o bem.

As cartas indicam risco de ruptura institucional, concentração de poder ou ameaça à democracia caso Flávio Bolsonaro seja eleito?

Na minha leitura, há intervenções positivas das instituições. As cartas não mostram com clareza uma vitória de Flávio, justamente por causa de possíveis interferências jurídicas. Ele poderia ser chamado pela Justiça para responder por algo. Também vejo uma mulher com influência e uma relação de comunicação com ele.

As cartas sugerem que ele desejaria um governo concentrador, no qual as pessoas teriam menos liberdade. Mas, na minha interpretação, parte da população ainda não teria percebido esse risco.

E se Lula vencer? Você vê dificuldades que possam comprometer a continuidade do mandato?

Também considero difícil que Lula governe sem grandes obstáculos até o fim. Vejo paralisação e dificuldade para agir. Viagens e tentativas de acordos internacionais podem enfrentar entraves e frustrações.

Depois do terceiro ano de governo, uma mulher poderia trazer algum apoio financeiro ao país, segundo a leitura. Situo essa possibilidade entre o segundo e o terceiro ano de um eventual novo mandato.

Para encerrar: independentemente do resultado, que mensagem de esperança você deixa aos eleitores dos dois candidatos?

A polarização deixou pouco espaço para o centro. Na minha visão, as pessoas podem ser conduzidas pelo fanatismo, tanto de um lado quanto de outro. Quando alguém se envolve de forma extrema, perde a capacidade de enxergar o que acontece ao redor.

A política afeta a educação dos nossos filhos e a vida dos vizinhos. Na minha leitura, a disputa atual também envolve os direitos das mulheres. As cartas apontam que elas podem perder espaço, e vejo nisso uma consequência de escolhas políticas e da forma como a sociedade trata esse tema.

Não acredito que alguém deva desejar a derrota do outro por capricho. A mensagem que tiro das cartas é que as pessoas precisam respeitar o espaço umas das outras. Precisamos comer e viver, mas não é necessário passar por cima de ninguém para isso.

Vejo violência em discursos de setores da direita, especialmente da extrema direita — mas não confundo toda a direita com o bolsonarismo. Também vejo problemas na comunicação do PT: na minha opinião, o partido se intelectualizou e se afastou de parte da população. Uma comunicação mais clara pode ajudar as pessoas a compreender melhor o que está em jogo.

O caos não vai desaparecer. Ainda assim, não podemos tratar como normal a fome, o ódio e a falta de oportunidades. Para mim, essa é uma responsabilidade que permanece com a sociedade, qualquer que seja o resultado das urnas.

Entrevista em vídeo

Assista à entrevista completa em vídeo abaixo:

Conheça o trabalho de Ana Carla Cunha Ferreira: acompanhe as leituras da taróloga ou marque a sua consulta

Instagram: @‌senhorita_ana_c
WhatsApp: 17 98187-5784

Igor Sorente

Relacionado

Ops, você não pode copiar isto!