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Não, não torçamos para a Argentina, mas assistamos com a atenção de quem observa um exemplo

 Não, não torçamos para a Argentina, mas assistamos com a atenção de quem observa um exemplo
  • Tales Augusto Silveira Reis é publicitário com ênfase em marketing, formado pela PUC – Campinas.

Eu, nos meus 32 anos, não presenciei o que foi 78 e 86. Lembro vagamente das coisas que meu pai contava, mas com todo o acesso que temos hoje, sei bem como foram. Junte-se a isso o “hipotético” favorecimento na Copa de 22, e dá pra concluir que cada uma das estrelas dos hermanos carrega um ou mais asteriscos.

E nessa Copa, os asteriscos continuaram aparecendo. Nas oitavas contra o Egito, veio mais um, desta vez tão evidente que finalmente levantou o véu para a grande imprensa internacional, com duras críticas de jogadores e da comissão técnica egípcia. Some a isso o comportamento asqueroso de parte dos torcedores argentinos, escancarado quando o influenciador americano IShowSpeed foi vítima de ofensas racistas. E, pra fechar o combo, dias antes, ainda na fase dos 16-avos, a desastrosa entrevista do presidente da FIFA, Gianni Infantino, deixando escapar sua torcida pela Argentina de Messi.

Diante de tudo isso, me recuso a acreditar que existem brasileiros torcendo pela albiceleste. Não faz o menor sentido. Ainda assim, dá pra acompanhar, secando os hermanos, é claro, mas propondo um outro olhar.

E aqui vai a reflexão que eu quero te provocar:
Se o Brasil tivesse esse hipotético favorecimento, essa hipotética boa vontade da arbitragem, você acha que teríamos conseguido a remontada contra a Noruega?

Minha análise é que não. E é aí que vem o meu ponto, porque por mais que a Argentina supostamente tenha essa ajuda, uma coisa é inegável: a raça, o suor, a garra, a vontade de virar o jogo.
Enquanto o Brasil assistia passivamente ao Haaland e companhia tocarem a bola de um lado pro outro, a seleção argentina não deixou de acreditar e correr atrás, porque não adianta nada uma suposta ajuda de fora sem a boa vontade dos onze em campo.

Por isso vou ficar atento. E desejo aos jogadores, à comissão técnica e aos analistas do Brasil a mesma atenção. Apesar de todo o asco que sinto, que ao menos a gente aprenda a ter a mesma entrega.

Um dos pilares para 2030 é esse, mas sem a suposta “boa vontade” da arbitragem, é claro.

Redação

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