Novo Desenrola Brasil começa a valer, mas bancos ainda ajustam operações para renegociação
Novo Desenrola Brasil começa a valer, mas bancos ainda ajustam operações para renegociação
(Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Começou a valer nesta terça-feira (5) a nova etapa do programa Novo Desenrola Brasil, iniciativa do governo federal criada para facilitar a renegociação de dívidas de pessoas físicas e ampliar o acesso ao crédito.
Apesar da publicação da medida, instituições financeiras informaram que ainda estão adaptando sistemas internos e processos operacionais para iniciar efetivamente as renegociações previstas no chamado “Desenrola 2.0”. A expectativa do setor é que os atendimentos sejam liberados gradualmente nos próximos dias.
O programa prevê descontos que podem chegar a 90% sobre os débitos, além de juros reduzidos e possibilidade de utilização do saldo do FGTS para abatimento das dívidas.
Quem pode participar do programa
A nova fase é destinada a consumidores que tenham renda mensal de até cinco salários mínimos, equivalente atualmente a R$ 8.105.
Também é necessário possuir contratos de crédito firmados até 31 de janeiro de 2026 e estar com parcelas em atraso entre 91 e 720 dias até a última segunda-feira (4).
As modalidades contempladas incluem:
- cartão de crédito parcelado e rotativo;
- cheque especial com utilização de limite em conta-corrente;
- crédito pessoal sem consignação em folha;
- empréstimos utilizados para consolidação de dívidas.
Segundo o texto da medida provisória, a análise será feita com base nas informações registradas no Sistema de Informações de Créditos do Banco Central, além de dados confirmados pelas próprias instituições financeiras.
Bancos ainda organizam sistemas internos
Mesmo com a entrada em vigor do programa, muitos clientes ainda não conseguem acessar imediatamente as ofertas de renegociação.
Representantes do setor bancário afirmam que as instituições estão realizando ajustes tecnológicos e operacionais para adaptar contratos, critérios e plataformas digitais às novas regras do governo federal.
A expectativa é que os canais de atendimento, aplicativos e centrais de negociação passem a disponibilizar as condições especiais de forma gradual.
Governo defende ampliação do acesso ao crédito
O texto da medida foi assinado nesta segunda-feira (4) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o governo federal, o objetivo é reduzir o número de brasileiros negativados e permitir que consumidores retomem o acesso ao mercado de crédito.
A proposta também busca diminuir restrições relacionadas a dívidas consideradas de baixo valor, situação que, segundo o Executivo, afeta milhões de pessoas em todo o país.


