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Câmara de Barretos arquiva denúncia contra prefeito Odair Silva após votação em plenário
Denúncia que pedia abertura de processo de cassação foi lida na 4ª Sessão Ordinária de 2026 e acabou rejeitada pela maioria dos vereadores; dois parlamentares votaram contra o arquivamento e uma vereadora esteve ausente.
A Câmara Municipal de Barretos realizou na noite de segunda-feira (23), a 4ª Sessão Ordinária de 2026, marcada pela votação sobre o recebimento ou não da denúncia protocolada contra o prefeito Odair Silva (Republicanos). Após a leitura do documento em plenário, os vereadores decidiram, por maioria, arquivar a denúncia e não abrir processo de cassação.
Votaram contra o arquivamento os vereadores Rodrigo Malaman (PP) e Jonathas Lazzarotto (PSD). A vereadora Danubia Alves (PSB) esteve ausente no momento da votação.
Votação definiu destino da denúncia
A deliberação ocorreu logo após a leitura formal da denúncia, que questionava supostas infrações político-administrativas relacionadas ao Plano Anual de Contratações (PAC) de 2026, ao envio de informações à Câmara Municipal e a contratos de publicidade.
Os vereadores votaram primeiro pelo recebimento ou não da denúncia e, na sequência, sobre a eventual abertura de Comissão Processante para apuração dos fatos. Com o resultado majoritário pelo arquivamento, o pedido foi encerrado no âmbito do Legislativo.
Vereadores se manifestam
Durante a sessão, parlamentares utilizaram a tribuna para justificar seus votos.
Para o vereador Adilson Ventura de Mello (MDB), o caso não justificava a abertura de um processo dessa natureza. Segundo ele, tratava-se de uma “denúncia desnecessária” e que “na política é preciso deixar as vaidades de lado e sentar à mesa para dialogar”.
Já o vereador Itamar Alves (PSD) afirmou que sua decisão foi autônoma e que não sofre influência externa. Ele declarou que não aceita que o trabalho da Câmara seja desmerecido e que, em sua avaliação, a denúncia não apresentava fundamento suficiente para afastamento do chefe do Executivo.
O vereador Elson Santos (Republicanos) classificou o movimento como político e afirmou que o pedido de cassação seria resultado de inconformismo eleitoral.
O vereador Chafei Amsei (União Brasil) destacou que o direito de protocolar denúncia é garantido a qualquer cidadão, mas ponderou que, após análise dos documentos, entendeu não haver elementos suficientes para abertura de uma Comissão Processante. Ele também mencionou que os principais pontos da denúncia já haviam sido analisados pelo Ministério Público, que não instaurou investigação por ausência de indícios de dolo.
Secretariado acompanha sessão
A votação foi acompanhada por integrantes do primeiro escalão do governo municipal. Estiveram presentes na sessão:
- Tatiane Monteiro Passarelli Costa, Secretária de Administração
- Luís Carlos Diniz Buch, Secretário de Finanças
- Gustavo Miziara Rodrigues Carmona, Secretário de Indústria e Comércio
- Thiago Silvestre Vasconcelos, Secretário de Obras e Serviços Urbanos
- Luis Umberto de Campos Sarti “Kapetinha”, Secretário de Ordem Pública e Defesa Civil
- André Ponciano, Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Territorial
- Cassiane de Melo Fernandes, Secretária da Procuradoria Geral do Município
- Galbas Ruy Fernandez, Secretário de Trânsito e Mobilidade Urbana
- Hugo Resende Filho, Secretário de Turismo
- Thyago Santos Abraão Reis, Secretário de Desenvolvimento Econômico & Inovação
- Giuliano Lopes Capucho, Ouvidor
- Elodir José Andrade “Juca”, Secretário de Governo e Gestão Estratégica
A presença do secretariado reforçou o clima de mobilização em torno do tema, que vinha sendo debatido nos últimos dias no meio político local.
Entenda o que acontece após o arquivamento
Com a decisão do plenário pelo arquivamento, a denúncia deixa de tramitar na Câmara Municipal. Para que um novo processo seja aberto, seria necessária a apresentação de nova denúncia com fundamentos distintos ou novos elementos.
