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Epicondilite: a dor que está tirando muitos atletas do jogo

 Epicondilite: a dor que está tirando muitos atletas do jogo
  • Yuri de Santis é fisioterapeuta (CREFITO-3 240236-F)

Tenho recebido cada vez mais pacientes praticantes de crossfit e beach tennis com a mesma queixa: uma dor insistente na região do cotovelo que começa discreta, mas aos poucos passa a atrapalhar atividades simples do dia a dia. Estamos falando da epicondilite, um problema que merece atenção antes que se transforme em uma limitação séria.

Muita gente acredita que a dor é apenas resultado de um treino mais intenso ou de um esforço acima do normal. O problema é que, quando o corpo começa a dar sinais de alerta, ignorá-los costuma ser um caminho perigoso. A epicondilite surge, na maioria das vezes, por movimentos repetitivos e sobrecarga dos tendões que participam dos movimentos do punho e da mão.

No crossfit, exercícios de puxada, levantamento de peso e movimentos ginásticos exigem muito da articulação. Já no beach tennis, as repetidas batidas na bola, especialmente com técnica inadequada ou excesso de volume de treino, podem desencadear o problema. O resultado é uma dor que pode comprometer o desempenho esportivo e até atividades simples, como abrir uma garrafa, carregar sacolas ou apertar a mão de alguém.

Como fisioterapeuta, defendo que a melhor estratégia não é parar completamente, mas entender a causa da lesão e tratá-la de forma adequada. Fortalecimento muscular, correção biomecânica, ajuste de carga de treinamento e recuperação adequada são pilares fundamentais para a melhora.

O corpo fala o tempo todo. A dor não é inimiga; ela é uma mensagem. Quanto mais cedo ela for ouvida, mais rápida tende a ser a recuperação. Se você pratica crossfit, beach tennis ou qualquer atividade que exige movimentos repetitivos dos braços e está sentindo desconforto no cotovelo, não espere a situação piorar. Cuidar da saúde hoje é o que permite continuar ativo, forte e praticando o esporte que você ama amanhã.

Redação

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