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Interior paulista concentra cidades bilionárias e reforça peso econômico regional; Barretos aparece no ranking nacional
O destaque é para Campinas (SP), com receita superior a R$ 9 bilhões e com o setor de Serviços como principal motor da economia local. (Foto: Arquivo/AGEMCAMP)
O avanço da arrecadação municipal no interior do país evidencia a força econômica fora das capitais. Dados do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi) mostram que, dos 195 municípios brasileiros com receita orçamentária acima de R$ 1 bilhão, 169 estão localizados no interior. O estado de São Paulo lidera esse movimento e concentra parte significativa desse volume.
Entre os destaques nacionais está Campinas (SP), que ocupa a décima posição no ranking geral, com receita superior a R$ 9,1 bilhões em 2024. O município também apresenta um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em R$ 73 bilhões, com predominância do setor de Serviços. Ainda no interior paulista, cidades como Guarulhos, São Bernardo do Campo, Barueri, Osasco, Santos e Sorocaba aparecem entre as maiores arrecadações do país.
O levantamento aponta que os municípios bilionários somaram, juntos, mais de R$ 678 bilhões em receitas orçamentárias no último ano. São Paulo lidera entre os estados, com R$ 250,8 bilhões arrecadados, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Na região de Ribeirão Preto, o desempenho econômico também acompanha essa tendência. O município registrou receita superior a R$ 4,7 bilhões, com forte presença do setor de Serviços, que se mantém como principal motor da economia local.
Já Barretos figura na 181ª posição no ranking nacional, com arrecadação de R$ 1.075.459.990,57. Embora distante das primeiras colocações, o município integra o grupo de cidades com receita bilionária, o que indica um nível relevante de atividade econômica e capacidade de geração de receitas públicas na região.
De acordo com especialistas em orçamento público, o setor de Serviços segue como principal responsável pela sustentação do crescimento econômico nos municípios, respondendo pela maior parte das arrecadações em 165 das 195 cidades analisadas. Ainda assim, a Indústria mantém papel estratégico, especialmente em localidades com cadeias produtivas consolidadas, como petróleo e gás.
A expectativa do mercado para 2026 inclui uma possível redução nas taxas de juros, cenário que pode influenciar o desempenho industrial. A avaliação é de que, com condições mais favoráveis, a Indústria tende a ampliar sua participação nas receitas municipais, oferecendo maior estabilidade em comparação à sazonalidade observada no setor de Serviços.
O ranking das cidades do interior com maior arrecadação reforça a concentração em polos econômicos diversificados, com destaque para Campinas, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Ao mesmo tempo, municípios de médio porte, como Barretos, mantêm presença no cenário nacional, refletindo a capilaridade do crescimento econômico no interior paulista.


