O comércio não tem partido: Barretos precisa de uma resposta
Piracema começa em 1º de novembro na região de Barretos
Pirarucu sendo pescado no Rio Amazonas. (Foto: Clovis Miranda/FAZ)
A partir de 1º de novembro, a pesca de espécies nativas entra em período de restrição na região de Barretos. A Piracema vai até 28 de fevereiro de 2027 e protege a reprodução dos peixes no Rio Grande e em seus afluentes.
Durante o defeso, fica proibido capturar, transportar ou armazenar espécies nativas. A pesca embarcada também não é permitida nos trechos de rios abrangidos pelas regras. Na margem, a pesca pode ocorrer com linha de mão, caniço ou vara simples, desde que respeite as normas específicas de cada local.
Redes, tarrafas, espinhéis, arpões e outros equipamentos proibidos não podem ser usados. Também ficam vetados torneios e competições de pesca. Há restrições em áreas como lagoas marginais, proximidades de barragens, cachoeiras e corredeiras.
As regras permitem a captura de espécies não nativas e híbridas, como tilápia, tucunaré, corvina, piranha, bagre-africano e tambacu. A permissão, porém, depende das normas aplicáveis a cada ponto de pesca.
Fiscalização na região
A Polícia Militar Ambiental e o Policiamento Rodoviário iniciaram a Operação Divisa / Piracema, com apoio de forças como o 33º BPM/I. As equipes fazem bloqueios e patrulhamento por terra e água em Barretos e Colômbia, às margens do Rio Grande.
Quem descumprir as regras pode responder por crime ambiental. As sanções incluem multas a partir de R$ 700, apreensão de barcos, motores e equipamentos, além de penalidades na esfera criminal.


