Morre em Barretos o ex-jogador e técnico de futebol Adésio de Almeida
Morre em Barretos o ex-jogador e técnico de futebol Adésio de Almeida
Faleceu nesta segunda-feira, 13 de abril, na Santa Casa de Misericórdia, em Barretos, o ex-jogador e ex-técnico de futebol, Adésio de Almeida, que tinha 93 anos de idade, completados no último dia 14 de março. O futebolista havia sido internado no hospital na última sexta-feira, 10 de abril devido a uma pneumonia. O ex-meia esquerda era viúvo de Divalda Silva, que tinha um filho (José Nelson – enteado de Adésio). Atualmente vinha sendo assistido pela Vila dos Pobres, instituição que o acolheu e onde morava.
Adésio nasceu em Niterói (RJ) e iniciou sua trajetória na base do Canto do Rio. Depois foi para o, Fluminense e daí para o Tupi (Juiz de Fora), que lhe proporcionou uma convocação para Seleção Mineira de Futebol. Devido a sua reconhecida performance foi contratado pelo Cruzeiro (BH) de onde saiu para o América em 1957. Dali seguiu para Noroeste e Ferroviária de Botucatu.
Em 1965 foi contratado pelo Barretos e fez parte do lendário esquadrão que disputou as finais da Divisão de Acesso com o Bragantino naquele ano (0 x 1 e 2 x 2). Mesmo perdendo para o adversário, no Estádio do Pacaembu, o time barretense sempre é lembrado, respeitado e a escalação cantada em verso e prosa: Xisto, Condinho, Antoninho, Salvador e Lourenço; Zé Maria e Adésio; Zezinho, Geada, Wanderley e Rodolfo.
Adésio, foi um homem simples por natureza, craque por excelência e conhecedor profundo do futebol. Num trabalho do jornalista Edwellington Villa foi, em 28 de maio de 2017, tema de reportagem no Diário da Região (Rio Preto), que estampou na página Flash Bola: “Adésio, o motorzinho do América campeão de 1957”. Este trabalho teve participação do esportista barretense Manolinho Gonzales, historiador e pesquisador, que levantou dados do Niteroiense, numa entrevista de duas horas com Ele em Barretos.
Após encerrar a carreira de jogador, o “Baixo”, assim chamado por conta do seu 1.70 metro de altura, passou para a função de técnico, comandando o Touro do Vale por quase uma dezena de vezes. Dirigiu também a Guairense, Grêmio Sãocarlense, Araçatuba, XV de Piracicaba e o Rio Preto.
Depois que chegou a Barretos para brinda-la com o seu belíssimo e genial futebol, nunca mais deixou a Cidade, mesmo trabalhando fora. Em meados nos anos 90 encerrou a carreira para cuidar da esposa, que ficou enferma falecendo logo depois. Daí em diante viveu solteiro por muitos anos em sua casa na Avenida 9 entre as Ruas 30 x 32, até ser acolhido pela Vila dos Pobres. O velório de Adésio de Almeida será realizado nesta terça-feira, 14 de abril/26, no Velório Municipal, das 7h30 às 9h, e o sepultamento será feito as 9h, no Cemitério Municipal da Paz.
FONTE: PATRICIO AUGUSTO SANTOS REIS



