Em entrevista exclusiva, Guilherme Ávila faz balanço dos oito anos de governo e responde sobre os principais episódios de sua trajetória política
A conversa completa traz cerca de 30 minutos de entrevista, com respostas sobre bastidores da administração, pandemia, relação com aliados, escolhas de secretários, política local e planos para o futuro.
Depois de um período longe da Prefeitura de Barretos, o ex-prefeito Guilherme Ávila voltou a falar publicamente sobre sua trajetória, a vida fora da política e os momentos que marcaram seus dois mandatos. Em entrevista exclusiva à O Sertanejo, ele abordou desde a rotina com a família até temas que continuam repercutindo na cidade.
Logo no início, Guilherme conta que vive uma fase diferente. Disse que hoje dedica grande parte do tempo à esposa, aos dois filhos pequenos e à clínica veterinária da família. “Estou tendo a oportunidade de viver a paternidade e coisas que a vida pública não permitia”, afirmou.
Ao olhar para os oito anos de administração, o ex-prefeito afirma que cumpriu cerca de 85% do plano de governo elaborado em 2012. Segundo ele, parte das metas mudou porque “as necessidades da cidade também mudaram” ao longo do mandato.
Durante a conversa, Guilherme cita ações que considera marcantes de sua gestão, como programas habitacionais, ampliação de vagas na educação infantil, investimentos na saúde, criação da UPA e obras de mobilidade urbana. Também reconhece que algumas decisões não tiveram o resultado esperado. A ampliação da Zona Azul foi uma delas.
A entrevista também entra em assuntos delicados.
Questionado sobre a investigação conhecida como “Máfia dos Holerites”, Guilherme afirma que foi ele quem identificou as irregularidades e levou as informações ao Ministério Público. “Fui traído por pessoas em quem confiei”, declarou ao comentar a atuação de ex-integrantes da administração. Ele também defendeu que um prefeito não consegue acompanhar, individualmente, tudo o que acontece dentro de uma estrutura pública do tamanho da Prefeitura.
Outro tema abordado foi a relação com Henrique Prata. Guilherme classificou o trabalho desenvolvido pela Fundação Pio XII como relevante e disse acreditar que as divergências ocorreram na condução da gestão, sem caracterizar um rompimento pessoal.
Ao avaliar a atual administração municipal, comandada por Odair Silva, o ex-prefeito afirmou enxergar boa vontade por parte do gestor, mas considera que falta experiência política para transformar projetos em resultados.
A pandemia também ocupou parte importante da entrevista. Guilherme relembrou as decisões tomadas nos primeiros meses da Covid-19, quando, segundo ele, ainda havia muitas incertezas sobre a doença. “Ninguém sabia o que iria acontecer no dia seguinte”, recordou.
No encerramento, o ex-prefeito foi convidado a resumir como gostaria de ser lembrado na história política de Barretos. A resposta foi direta: “Como alguém que fez diferença na vida das pessoas e deixou obras que continuam servindo à cidade.”
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