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Resistência à Casa de Passagem em Barretos é motivada por vício e desejo de liberdade, afirma secretária

 Resistência à Casa de Passagem em Barretos é motivada por vício e desejo de liberdade, afirma secretária

Foto: Divulgação

A secretária de Assistência Social e Desenvolvimento Humano de Barretos, Juliana Ferreira Adão, explicou em entrevista à Rádio Jornal, nesta quinta-feira (3), as ações da prefeitura para acolher pessoas em situação de rua durante o inverno. Segundo ela, o maior desafio é a resistência ao abrigo na Casa de Passagem, motivada principalmente pelo vício e pela vontade de manter a liberdade.

“A partir das seis horas da tarde, nossas equipes já saem com cobertores, agasalhos e também oferecem a Casa de Passagem, onde tem cama aquecida e chuveiro quente. Mas muitos preferem ficar na rua, principalmente por não aceitarem as regras, como horário para entrar e não poder estar alcoolizado ou sob efeito de drogas”, relatou Juliana.

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Ela destacou que a maioria das pessoas em situação de rua é de Barretos, embora também haja os chamados “trecheiros”, em passagem pela cidade. “A maioria que a gente vê é daqui mesmo. A gente tem os chamados ‘trecheiros’, que estão de passagem, mas muitos são de Barretos, perderam o vínculo familiar e agora estão nas praças, nos sinais”, explicou.

Além do acolhimento emergencial em dias frios, o trabalho da Secretaria inclui o acompanhamento de famílias em vulnerabilidade por meio dos CRAS. “Viver exclusivamente de programas de transferência de renda não resolve. A gente fica feliz quando uma família consegue uma renda fixa e até sai do programa, porque isso mostra superação”, disse.

Juliana informou ainda que cerca de 20% da população de Barretos recebe o Bolsa Família ou outros benefícios, um número inferior ao de cidades maiores da região. A secretária enfatizou que há fiscalização rigorosa para garantir que os auxílios cheguem a quem realmente precisa.

Ela também reforçou a importância da campanha do agasalho. “Temos pessoas que vivem só de doações e benefícios, mas muitas famílias estão tentando sair dessa situação. Quando a gente vê uma família conquistar um emprego fixo, é motivo de alegria”, finalizou.

Serviços de atendimento:

Fundo Social de Solidariedade – Rua 16, nº 52, Centro. Atendimento de segunda a sexta, das 8h às 11h e das 13h às 17h.
Secretaria de Assistência Social – Rua 16, nº 334, Centro. Atendimento de segunda a sexta, das 8h às 14h.

Igor Sorente

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