Casos de vírus respiratórios crescem em São Paulo e vacinação é reforçada por especialistas
Casos de vírus respiratórios crescem em São Paulo e vacinação é reforçada por especialistas
Crescimento dos casos é impulsionado por vírus sazonais, como VSR e influenza A; vacinação é principal forma de se proteger. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
O aumento da circulação de vírus respiratórios em São Paulo tem acendido o alerta das autoridades de saúde neste período de outono. Dados do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz, mostram avanço nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), principalmente ligados à influenza A e ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Segundo a pesquisadora Tatiana Portella, a vacinação segue sendo a principal medida para reduzir casos graves e internações. A orientação é para que pessoas dos grupos prioritários, como idosos, crianças e pacientes com comorbidades, procurem a imunização contra a gripe durante a campanha.
A especialista também destacou a importância da vacina contra o VSR, indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A aplicação ajuda a proteger os bebês nos primeiros meses de vida, fase considerada mais vulnerável às complicações respiratórias.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o levantamento apontou que o VSR respondeu por 36,2% dos casos positivos de SRAG. Em seguida aparecem a influenza A, com 31,6%, e o rinovírus, com 26%. Os registros relacionados à Covid-19 representaram 3% dos casos analisados.
Entre os óbitos associados às infecções respiratórias, a influenza A teve a maior participação, aparecendo em 46,9% dos registros. O rinovírus respondeu por 20,5% e a Covid-19 por 16,9%.
Os dados do InfoGripe têm como base informações inseridas no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizadas até 25 de abril, referentes à Semana Epidemiológica 16.
FONTE: Brasil 61


