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Uma notícia de peso
- Dr. Jorge Chade Rezeck – CRM 140.333
A obesidade está diretamente associada ao aumento da prevalência de diversos tipos de câncer, entre eles os de endométrio, mama, rim, fígado, próstata, bexiga, esôfago e colorretal — listados aqui em ordem decrescente de associação causal. Estudos científicos indicam que, além de elevar o risco relativo para o surgimento dessas neoplasias, a obesidade também está relacionada a um pior prognóstico, reduzindo as chances de cura e aumentando significativamente o risco de recorrência tumoral.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a obesidade como o segundo maior fator de risco para o desenvolvimento de câncer em todo o mundo, ficando atrás apenas do tabagismo. Para se ter uma dimensão mais clara desse impacto, estima-se que fatores genéticos respondam por cerca de 5% a 10% dos casos de câncer, enquanto a obesidade pode influenciar de 20% a 30% do risco, como ocorre, por exemplo, nos cânceres de mama e de endométrio.
A relação entre obesidade e câncer é complexa e envolve diversos mecanismos biológicos. Entre eles, destacam-se a inflamação crônica, que favorece o crescimento de células potencialmente malignas; alterações no processo de apoptose celular, fazendo com que o organismo perca a capacidade de eliminar células disfuncionais; e a angiogênese exacerbada, caracterizada pela formação excessiva de novos vasos sanguíneos que alimentam o tumor.
Soma-se a isso o acúmulo de gordura visceral, metabolicamente ativa e produtora de mediadores inflamatórios; mudanças na microbiota intestinal; resistência insulínica, que leva à hiperinsulinemia — condição na qual a insulina, em níveis elevados, pode estimular receptores ligados ao crescimento celular, favorecendo a proliferação tumoral; além da desregulação dos hormônios sexuais, como o aumento dos níveis de estrogênio, sabidamente associado ao maior risco de câncer de mama e de endométrio.
Diante de tantas evidências, a obesidade deixa de ser apenas uma questão estética e se consolida como um grave problema de saúde pública, com impactos diretos na incidência e na evolução do câncer. A reflexão que fica é inevitável: diante desses dados, qual seria a justificativa para não adotar hábitos mais saudáveis e buscar o controle do peso?
Pense nisso.

