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Ranking de limpeza urbana reprova maioria das cidades da região de Barretos e expõe cenário crítico
Cidades da região de Barretos, apresentam desempenho predominantemente baixo no Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU) 2025, divulgado nesta semana pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente. O levantamento mostra que municípios como Barretos, Bebedouro, Olímpia e Monte Azul Paulista estão em nível intermediário dentro da faixa “baixo”, enquanto cidades menores da região aparecem majoritariamente nas faixas de pior desempenho.
Entre os municípios analisados na região:
- Em faixa de reprovação (muito baixo / baixo): Altair, Colômbia, Embaúba, Guaraci, Jaborandi, Taiúva, Taiaçu e Vista Alegre do Alto
- Em nível intermediário (baixo com tendência de melhora): Barretos, Bebedouro, Olímpia, Monte Azul Paulista, Viradouro e Guaíra
O recorte regional reflete um padrão já identificado no estudo: cidades de menor porte populacional enfrentam mais dificuldades para avançar na gestão de resíduos sólidos.
Cenário regional acompanha desempenho do Sudeste
A Região Sudeste, onde estão os municípios analisados, registrou média de 0,511, classificada como “baixo”, indicando estágio intermediário, porém ainda distante de níveis considerados ideais.
O índice varia de 0 a 1 e classifica os municípios em cinco níveis:
- Muito baixo (0 a 0,499)
- Baixo (0,500 a 0,599)
- Médio (0,600 a 0,699)
- Alto (0,700 a 0,799)
- Muito alto (0,800 a 1)
Na prática, isso significa que a maior parte das cidades brasileiras — incluindo as da região de Barretos — ainda está distante das melhores práticas em limpeza urbana.
Brasil tem maioria em níveis críticos
O levantamento nacional aponta que:
- 65% dos municípios estão na faixa “muito baixo”
- 17% estão na faixa “baixo”
- Apenas 7% atingem nível “alto”
Não há presença relevante de municípios na faixa “muito alto”, considerada a melhor avaliação.
Indicadores revelam principais gargalos
O ISLU é calculado a partir de quatro indicadores principais:
- Engajamento da população e cobertura da coleta
- Sustentabilidade financeira dos serviços
- Recuperação de resíduos (reciclagem)
- Impacto ambiental da destinação final
Os dados evidenciam dificuldades generalizadas, especialmente em:
- Baixa taxa de reciclagem
- Falta de cobrança estruturada pelos serviços
- Destinação inadequada de resíduos
- Limitações financeiras dos municípios
Porte populacional influencia desempenho
O estudo também mostra diferença entre cidades grandes e pequenas:
- Municípios com mais de 250 mil habitantes: média 0,577 (baixo)
- Municípios com menos de 50 mil habitantes: média 0,458 (muito baixo)
Esse fator ajuda a explicar o desempenho de parte das cidades da região, que possuem população reduzida e menor capacidade de investimento.
Panorama aponta necessidade de avanços
Os resultados do ISLU 2025 indicam que, embora haja avanços pontuais, a gestão de resíduos sólidos ainda enfrenta desafios estruturais no país. Na região de Barretos, o cenário é de desempenho majoritariamente baixo, com municípios em diferentes estágios de evolução, mas ainda distantes das faixas mais altas do índice.
O levantamento reforça a importância de políticas públicas, investimentos e maior participação da população para melhorar os indicadores de sustentabilidade urbana.
OUTRO LADO
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Barretos afirmou, em nota, que recebe o resultado com “seriedade e senso de responsabilidade”, reconhecendo que a gestão de resíduos sólidos ainda representa um desafio para o município.
De acordo com o órgão, o cenário apontado pelo levantamento reflete uma realidade nacional e exige não apenas investimentos e planejamento contínuo, mas também mudanças no comportamento da população. O SAAE destaca que o índice deve servir como instrumento de reflexão e mobilização conjunta entre poder público e sociedade.
A autarquia informou ainda que a administração municipal tem atuado para fortalecer políticas públicas na área, com foco em resultados a médio e longo prazo. Entre as estratégias adotadas está a ampliação de ações de educação ambiental, consideradas essenciais para melhorar os indicadores.
Dentro desse contexto, o município desenvolve iniciativas por meio do programa “Mãos pela Água”, que inclui campanhas e atividades voltadas à conscientização da população. Uma das ações previstas é o trabalho sobre resíduos sólidos durante a Semana do Meio Ambiente, em junho, com a participação do projeto “Super Conscientes”, voltado especialmente ao público infantil.
Segundo o SAAE, a proposta é incentivar a construção de uma cultura de responsabilidade compartilhada, envolvendo a população na separação, descarte correto e redução de resíduos. A autarquia reforça que o avanço nos indicadores depende tanto da estrutura dos serviços quanto do engajamento coletivo.
O órgão conclui afirmando que o município segue comprometido em avançar na área com planejamento, continuidade e ações educativas.


