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Postinho, UPA ou Santa Casa? Requerimento cobra guia prático para socorro em Barretos

 Postinho, UPA ou Santa Casa? Requerimento cobra guia prático para socorro em Barretos

A Câmara Municipal de Barretos debateu uma dúvida rotineira de quem depende da rede pública: para onde correr quando o corpo dá sinais de pane? Na sessão ordinária de segunda-feira (26), o vereador Anderson Luiz de Angelino, o “Bodão” (Podemos), cobrou explicações da Prefeitura sobre o fluxo de atendimento aos moradores.

O parlamentar pergunta se o governo municipal planeja criar uma campanha informativa clara sobre as funções exatas de cada unidade de saúde da cidade.

A desinformação custa caro. Muita gente ainda confunde as siglas da rede. Uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou de Saúde da Família (USF) funciona como a manutenção preventiva do dia a dia. É o lugar certo para vacinar as crianças, retirar receitas de uso contínuo, fazer consultas de rotina e acompanhar o pré-natal. Essas equipes não atendem urgências. Casos imprevistos e socorros imediatos cabem à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e à Santa Casa.

A teoria parece simples. Na prática, o paciente acorda com dor e bate na porta errada. Para evitar viagens perdidas, o vereador sugeriu que a Secretaria Municipal de Saúde organize e divulgue uma lista individualizada de cada postinho. A ideia é mostrar quais médicos atendem em cada bairro, quais exames são feitos no local e quais remédios saem de cada balcão.

O fator tempo decide diagnósticos. O pedido legislativo destaca ocorrências críticas que não aceitam espera: suspeita de infarto, sintomas de AVC e picadas de animais peçonhentos, como cobras ou escorpiões. Nessas circunstâncias, o munícipe não pode perder minutos procurando um posto de bairro. A orientação técnica manda acionar o socorro do SAMU pelo telefone 192 ou seguir diretamente para um hospital preparado.

O requerimento também questiona se o Executivo consegue transformar esses procedimentos em um guia oficial, disponível na internet e em folhetos físicos. Os pontos de distribuição sugeridos incluem escolas municipais, centros do CRAS, murais de postos e visitas domiciliares de agentes comunitários.

O documento agora aguarda resposta formal da administração municipal. Caso o município acolha a solicitação, a população terá acesso a uma lista consolidada com endereços, horários e critérios de atendimento para cada problema de saúde. Enquanto as orientações não chegam às ruas, a recomendação para casos de risco iminente de morte segue fixa: disque 192 e chame o socorro móvel sem hesitação.

Igor Sorente

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