CPI da Praça Francisco Barreto inicia oitivas e ouve ex-secretários em busca de esclarecimentos
CPI da Praça Francisco Barreto inicia oitivas e ouve ex-secretários em busca de esclarecimentos
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada pela Câmara Municipal de Barretos para investigar a revitalização da Praça Francisco Barreto realizou, na quarta-feira (15), sua primeira rodada de oitivas. A etapa marcou o início da coleta de depoimentos de ex-gestores diretamente envolvidos na execução do projeto.
Foram ouvidos os ex-secretários municipais Raul Paganelli Guimarães, Plácido Martins Junior e Fernando Fernandes de Freitas, que apresentaram esclarecimentos sobre diferentes fases da obra, cujo custo total é alvo de questionamentos.
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Durante a oitiva, Raul Paganelli destacou que sua participação foi limitada ao início da execução e afirmou não ter elementos suficientes para avaliar o valor final da obra. “Para eu te afirmar isso, se custou 14 milhões ou não, eu precisaria ter acesso a tudo, analisar tudo”, declarou. Ele também ressaltou que os processos seguiam critérios técnicos, com medições realizadas por engenheiros da secretaria.
Outro ponto abordado foi a documentação da obra. Segundo Raul, não havia irregularidades formais no período em que esteve à frente da pasta. “Quando tem convênio envolvido, tem uma rigidez muito grande em relação a documentos”, afirmou, ao indicar que os procedimentos administrativos seguiam exigências legais.
Já o ex-secretário Plácido Martins Junior afirmou que, durante sua gestão, não foram identificados indícios de irregularidades ou apontamentos por órgãos de controle. “A gente não visualizou esse tipo de desperdício”, disse ao ser questionado sobre possível uso excessivo de materiais. Ele também explicou que os aditivos contratuais decorriam de ajustes técnicos e decisões baseadas em projetos previamente definidos.
Plácido ainda comentou sobre falhas estruturais apontadas na praça após a entrega, destacando que situações desse tipo podem ocorrer. “Isso de obra, a construção civil sempre teve”, afirmou, mencionando a necessidade de acionamento da garantia contratual para eventuais correções.
O terceiro depoente, Fernando Fernandes de Freitas, informou que assumiu a secretaria após a conclusão da obra e que sua atuação esteve relacionada à fase final e à manutenção. Questionado sobre possíveis irregularidades, declarou: “Eu não tenho parâmetro para te dar essa resposta”, ao se referir ao valor total investido.
Fernando também afirmou que não foram adotadas medidas específicas de revisão da obra após sua entrega. “A gente dava manutenção no que reclamava”, disse, ao explicar que as ações eram reativas às demandas apresentadas pela população.
As oitivas também evidenciaram dificuldades técnicas enfrentadas pelos vereadores na análise detalhada da obra, especialmente diante da complexidade dos dados e da ausência de informações completas no momento dos depoimentos.


