Abandono e mato alto em vias estratégicas
- Túlio Guitarrari é filósofo, técnico contábil, jornalista e pós-graduado em Ciência Política e Teologia.
A manutenção urbana de Barretos tornou-se, nas últimas semanas, alvo de uma crescente onda de reclamações por parte dos munícipes. O principal foco das críticas é o avanço do mato alto em diversos bairros e avenidas — problema que persiste mesmo após mudanças recentes no primeiro escalão da administração municipal.
Recentemente, o Poder Executivo promoveu alterações no comando da Secretaria de Zeladoria, responsável pela limpeza pública, poda de árvores e manutenção de canteiros. A expectativa de que a troca de gestão trouxesse maior agilidade aos serviços, no entanto, ainda não se confirmou na prática.
Para muitos moradores, a percepção é de estagnação. “O prefeito mudou o secretário de Zeladoria, mas nada mudou até agora”, afirmam contribuintes que acompanham, diariamente, o acúmulo de vegetação em áreas públicas. O mato alto, além de comprometer a estética urbana, representa risco à segurança e à saúde, ao favorecer a proliferação de insetos e animais peçonhentos.
Um dos pontos que mais chamam a atenção pela falta de conservação é a Avenida João Baroni, via de grande relevância por dar acesso ao Hospital de Amor. O local, que recebe diariamente pacientes de diversas regiões do país, apresenta sinais evidentes de abandono.
Estive na avenida no último sábado (11) e a situação é, de fato, preocupante. Na gestão da ex-prefeita Paula Lemos — frequentemente criticada pela atual administração —, ainda que houvesse mato alto em outras áreas da cidade, a João Baroni era mantida com maior rigor. Atualmente, ao que tudo indica, a via encontra-se negligenciada.
A ausência de roçada em áreas próximas a instituições de saúde, como no entorno do Hospital de Amor, agrava ainda mais a preocupação. Pacientes imunossuprimidos e seus acompanhantes necessitam de um ambiente externo limpo, seguro e minimamente adequado.
Além disso, Barretos — reconhecida nacionalmente por seu potencial turístico e como referência em saúde — sofre desgaste em sua imagem pública quando vias de acesso importantes são tomadas pela vegetação.
Cabe lembrar que este é um ano eleitoral. É momento de intensificar a cobrança por parte da população, especialmente diante das recorrentes declarações de representantes políticos sobre a obtenção de recursos para o município. Que tais recursos se traduzam, ao menos, em serviços básicos como a roçada. O controle do mato alto é medida essencial para o bem-estar coletivo e para a segurança viária — sobretudo em rotatórias, onde a visibilidade comprometida pode ocasionar acidentes.
Paz e bem.



