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“Josie e as Gatinhas”: o filme que enganou o público e virou uma crítica ao consumismo

 “Josie e as Gatinhas”: o filme que enganou o público e virou uma crítica ao consumismo

Josie e as Gatinhas (2001) é um daqueles filmes que parecem bobos à primeira vista, mas ficam muito mais interessantes quando entendemos a crítica por trás da história. A trama acompanha uma banda de rock que é contratada por uma grande gravadora que usa mensagens subliminares para fazer os jovens consumirem marcas e seguirem tendências.

Uma das coisas mais interessantes é a quantidade absurda de logomarcas que aparecem durante o filme. Elas não estão ali como publicidade paga, mas justamente como uma piada. Quanto mais marcas aparecem, mais o filme mostra como o consumo está presente em praticamente tudo na cultura pop.

Na época, muita gente não entendeu a brincadeira e o filme acabou sendo visto justamente como aquilo que estava criticando: uma produção cheia de merchandising. Com o passar dos anos, ganhou status de filme cult e passou a ser reconhecido pela crítica ao consumismo e à indústria musical.

Além da crítica, o filme funciona muito bem como comédia. A trilha sonora é animada, o elenco é divertido e os vilões são exagerados na medida certa.

No fim, Josie e as Gatinhas era um filme muito mais inteligente do que parecia. Uma crítica ácida ao consumismo, à indústria da música e à própria cultura pop, mas sem esquecer de ser divertido.

Ficha técnica

  • Título original: Josie and the Pussycats
  • Ano: 2001
  • Gênero: Comédia, musical e sátira
  • Direção: Harry Elfont e Deborah Kaplan
  • Roteiro: Harry Elfont, Deborah Kaplan e Richard Goldwater
  • Elenco: Rachael Leigh Cook, Tara Reid, Rosario Dawson, Alan Cumming e Parker Posey
  • Duração: 1h38min
  • País: Estados Unidos e Canadá
  • Classificação: PG-13 nos Estados Unidos
  • Música: John Frizzell

Onde assistir

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