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“Corrida dos Bichos” impressiona pelo visual, mas tropeça na história

 “Corrida dos Bichos” impressiona pelo visual, mas tropeça na história

Corrida dos Bichos marca o retorno de Fernando Meirelles ao cinema brasileiro, mais de uma década depois de Cidade de Deus. O filme apresenta um Rio de Janeiro distópico e devastado, onde o jogo do bicho se transforma em uma corrida mortal para o entretenimento de pessoas ricas.

A fotografia é sem dúvidas um dos grandes pontos fortes. O Rio destruído é muito bem construído e dá ao filme uma identidade visual forte. O problema é que essa qualidade não aparece com a mesma força na história. As críticas à desigualdade social e à violência são claras, mas pouco desenvolvidas, assim como os próprios personagens.

Outro problema é a narração de Anitta, que explica demais o que já está acontecendo na tela. Em vez de aumentar a tensão, acaba tratando o espectador como se ele não fosse capaz de entender a cena sozinho, tirando parte da adrenalina dos momentos de ação.

No fim, Corrida dos Bichos é um filme bonito, ambicioso e com boas ideias, mas com uma trama frágil. Com um elenco enorme e uma produção grandiosa, parece mais interessado em reproduzir uma fórmula distópica norte-americana do que em encontrar uma identidade própria.

Ficha técnica

  • Título: Corrida dos Bichos
  • Ano: 2026
  • País: Brasil
  • Gênero: Ação, ficção científica, aventura e suspense
  • Direção: Fernando Meirelles, Rodrigo Pesavento e Ernesto Solis
  • Roteiro: Ernesto Solis e Rodrigo Lages
  • Duração: 2h04
  • Classificação: 14 anos, segundo bases brasileiras; o Prime Video atualmente indica 16+ em sua plataforma.

Onde assistir

·       Amazon Prime Video

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