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Novo sistema promete ampliar acesso a informações de crédito para pequenas empresas no Brasil

 Novo sistema promete ampliar acesso a informações de crédito para pequenas empresas no Brasil

Parceria permite que micro, pequenas e médias empresas consultem restrições de crédito, casos de inadimplência e encaminhem dívidas a protesto de forma digital. (Foto: Danial Fagundes/ CACB)

Micro, pequenas e médias empresas brasileiras poderão ter acesso mais rápido a informações sobre inadimplência de clientes e parceiros comerciais. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e os Cartórios de Protesto anunciaram no dia 26 de fevereiro o lançamento do AC Protesto, um sistema nacional que integra dados de dívidas enviadas a protesto em todo o país.

A iniciativa pretende fortalecer a análise de risco nas relações comerciais, reduzir pendências financeiras e ampliar a recuperação de crédito para empresários. O anúncio ocorre em um momento de juros elevados no país, com a taxa Selic em 15% ao ano, cenário que costuma dificultar o acesso ao crédito e aumentar a preocupação das empresas com a inadimplência.

Segundo a CACB, o novo sistema deverá beneficiar diretamente a rede de mais de 2,3 mil associações comerciais, que representam cerca de 2 milhões de empresas brasileiras.

Como funciona o AC Protesto

O sistema permitirá que empresas associadas consultem, em tempo real, registros de inadimplência existentes nos cartórios de protesto do país. Atualmente, o Brasil conta com 3.864 tabelionatos de protesto, que registram oficialmente dívidas não pagas.

De acordo com Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), a criação da plataforma representa um avanço para o setor empresarial. “É uma vitória para o sistema das associações comerciais e seus associados”, afirmou.

Cotait também destacou que a ferramenta pode estimular a aproximação de empresários com as associações comerciais, já que o acesso ao sistema será feito por meio dessas entidades.

“As micro e pequenas empresas deverão, cada vez mais, acompanhar e se associar a uma associação comercial para obter essas vantagens e facilidades. Assim, terão acesso às informações de crédito sem precisar recorrer a outros órgãos ou empresas, que ainda cobram caro por esse serviço”, explicou.

Consulta nacional em tempo real

Segundo André Gomes Netto, presidente do Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil (IEPTB), a parceria busca organizar e ampliar o acesso às informações registradas nos cartórios.

“O associado terá, em tempo real, chance de consultar se uma pessoa física ou jurídica tem uma restrição de crédito em um dos 3.864 tabelionatos de protesto do país”, disse.

Na prática, isso pode ajudar empresários a avaliar riscos antes de fechar negócios, evitando contratos com clientes que já possuem dívidas protestadas.

Mudança no acesso às informações de crédito

O coordenador dos Conselhos Superiores da CACB e da Facesp, Marco Bertaiolli, afirmou que, até agora, muitas empresas dependiam principalmente de birôs privados de crédito para acessar dados financeiros de consumidores e parceiros comerciais.

Com o novo sistema, as associações comerciais passam a ter acesso direto ao banco de dados do Instituto de Protestos do Brasil.

“Vamos democratizar a informação do Banco de Dados do Instituto de Protestos do Brasil. A partir de hoje, com essa parceria, nós vamos ter acesso online a todos os títulos registrados enquanto inadimplentes no país”, afirmou.

Plataforma já está pronta

Segundo representantes das instituições envolvidas, a plataforma já está tecnicamente pronta e deve ser disponibilizada gradualmente às associações comerciais nos próximos meses.

Até o momento, 841 associações comerciais já estão conectadas ao sistema, o que deve permitir a expansão do serviço em diferentes regiões do país.

A expectativa das entidades é que a ferramenta contribua para tornar as relações comerciais mais seguras, especialmente para pequenas empresas, que costumam ter menos acesso a informações de crédito no mercado.

Fonte: Brasil 61

Redação

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