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Críticas ao atendimento do SAMU são levadas à tribuna da Câmara após casos recentes
Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Barretos realizada na terça-feira (28), a vereadora Danúbia Alves (PSB) utilizou a tribuna para se manifestar sobre o atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no município. O pronunciamento ocorreu em meio à repercussão de um caso recente envolvendo atendimento de urgência.
Durante sua fala, a parlamentar afirmou: “Eu quero deixar o meu repúdio ao SAMU de Barretos. No dia do acontecido da Deise, eles não foram lá atender a menina. Ficaram lá ligando, a família teve que pegar o corpo e ir até o SAMU, derrubar a porta, quebrar a porta, que tava todo mundo dormindo. Então, assim, quantas aberturas de crédito teve para Barretos hoje, esse encarregado do SAMU que é o Paulo Muzetti, que o prefeito indicou ele né… então, eu acho que se eles tem que dormir, tem que colocar duas equipes, no caso da Deise ainda deu tempo de chegar lá e ser entubada lá. E se fosse um infarto (?) a pessoa teria morrido por falta de socorro. Estavam todos dormindo entre médicos, enfermeiros, e isso é uma vergonha para a nossa cidade”.
A vereadora fez referência ao caso de Deise Batista, de 33 anos, que morreu na terça-feira (21), três dias após ser internada em estado grave na Santa Casa de Barretos, com queimaduras de terceiro grau em 92% do corpo. O crime ocorreu na madrugada de sábado (18), quando o ex-companheiro, Lucas Antônio, teria utilizado gasolina para atear fogo na vítima.
De acordo com a Polícia Militar, o suspeito fugiu após o crime e foi preso no mesmo dia em Minas Gerais. Ele deve responder por feminicídio. Familiares relataram que ele não aceitava o fim do relacionamento e já havia feito ameaças anteriormente. Testemunhas informaram que a vítima foi atacada enquanto participava de uma confraternização e, após ser atingida, tentou buscar abrigo, mas desmaiou devido à gravidade das queimaduras. Ela foi socorrida e encaminhada à Santa Casa, onde recebeu atendimento especializado.
Além desse caso, a vereadora também mencionou, em sua fala, a possibilidade de desfechos fatais em situações de emergência sem atendimento imediato, como em casos de infarto.
Caso anterior levanta questionamentos sobre operação do serviço
Em janeiro de 2026, um outro episódio envolvendo o atendimento de urgência em Barretos também foi alvo de apuração jornalística. No dia 7 daquele mês, um homem de 71 anos, identificado como João Oliveira Campos, morreu após sofrer um mal súbito enquanto se exercitava em uma academia no Jardim Universitário.
Segundo informações registradas, a vítima apresentava dor precordial intensa e sudorese. Ele foi socorrido inicialmente por pessoas que estavam no local e levado em veículo particular até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Apesar das tentativas de reanimação realizadas pela equipe médica, o óbito foi confirmado às 13h17.
A reportagem apurou junto a testemunhas que o número 192 foi acionado diversas vezes durante a ocorrência, mas não houve envio de ambulância, sob a justificativa de indisponibilidade de viaturas naquele momento. Também foram levantadas informações de que ambulâncias estariam fora de operação por manutenção.
Diante do ocorrido, foram encaminhados questionamentos à Prefeitura de Barretos em 12 de janeiro de 2026, solicitando esclarecimentos sobre a frota disponível, protocolos de atendimento, registros das chamadas, manutenção dos veículos e possíveis medidas administrativas relacionadas à gestão do serviço. Até o momento, não houve retorno aos questionamentos.


