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Após enchentes, secretário dispara: “A conta estourou agora, mas a omissão é antiga”, diz André Ponciano
Chuvas de até 240 mm em um fim de semana provocaram alagamentos, danos em escolas e interdições em Barretos. Em coletiva, o secretário de Planejamento, André Ponciano, atribuiu parte dos problemas a decisões e falhas de gestões anteriores e reagiu às críticas de vereadores e munícipes.
A Prefeitura de Barretos realizou, nesta terça-feira (10), uma entrevista coletiva para esclarecer os impactos das fortes chuvas registradas entre sábado (7) e domingo (8). O volume acumulado variou entre 130 mm e 240 mm, segundo dados apresentados, causando enchentes, enxurradas, quedas de árvores, interdições temporárias de vias e a suspensão do retorno das aulas na rede municipal.
Participaram da coletiva os secretários André Ponciano (Planejamento e Desenvolvimento Territorial), Marcelo Jamal (Agricultura, Meio Ambiente e Sustentabilidade), Thiago Vasconcelos (Obras e Serviços Urbanos) e o coordenador da Defesa Civil, Ricardo Maia.
“A situação veio à tona agora”, afirma secretário
O tom mais enfático partiu do secretário de Planejamento, André Ponciano. Ao comentar pontos críticos como a Estrada das Palmeiras — uma servidão de passagem em área particular — e a parede do gabião do Córrego São Sebastião, ele afirmou que parte dos problemas estruturais teria origem em decisões e omissões de administrações anteriores.
Segundo o secretário, a ausência de concretagem no fundo do córrego e a construção de unidades escolares no mesmo nível da via pública contribuíram para os transtornos observados.
“A situação que está estourando nesta gestão é reflexo de omissões de muitos gestores anteriores”, declarou. Ponciano também questionou a atuação de prefeitos e vereadores de mandatos passados, citando as gestões de Emanoel Mariano Carvalho (2009–2012) e Guilherme Ávila (2013–2016), período em que, segundo ele, projetos e intervenções relacionadas às áreas afetadas teriam sido iniciados ou consolidados.
O secretário afirmou ainda que críticas atuais desconsideram decisões tomadas no passado. “Outros gestores deveriam ter visto isso e não viram. Agora tenta-se imputar uma responsabilidade ao atual prefeito que, segundo ele, não corresponde aos fatos”, declarou.
Volume de água e drenagem insuficiente
O secretário de Agricultura, Marcelo Jamal, explicou que, no caso da Estrada das Palmeiras, além das chuvas intensas, há escoamento de águas pluviais provenientes de loteamentos da região, direcionadas para a via. Ele destacou que o patrolamento frequente acaba rebaixando o leito carroçável, aumentando a altura dos barrancos e dificultando o escoamento.
Já o secretário de Obras, Thiago Vasconcelos, informou que equipes atuaram em pontos como o Distrito Industrial, Jardim Caiçara e Monte Alegre, além de atender 13 unidades escolares afetadas. As aulas foram retomadas nesta terça-feira.
Vasconcelos ressaltou que grande parte da cidade não possui sistema estruturado de captação de águas pluviais, o que faz com que o escoamento ocorra de forma superficial. Segundo ele, a limpeza preventiva de córregos e bueiros, realizada após solicitação do prefeito no ano passado, teria reduzido os impactos.
Monitoramento continua
A Defesa Civil apresentou um panorama das ocorrências e informou que o município segue monitorando áreas de risco. A Prefeitura afirmou que mantém atuação integrada entre secretarias para minimizar danos e garantir a segurança da população.
