Justiça condena jovem a mais de 31 anos de prisão por latrocínio em Barretos
Justiça condena jovem a mais de 31 anos de prisão por latrocínio em Barretos
Suspeito de assassinar Nilza Costa Pingoud vivia nos fundos da casa da vítima.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo condenou Leonardo Silva a 31 anos e seis meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pela morte de Nilza Costa Pingoud, de 62 anos. O crime ocorreu em julho de 2023, em Barretos, e a sentença foi proferida na segunda-feira (26) pelo juiz Luciano de Oliveira Silva. A defesa informou que recorreu da decisão.
Desenvolvimento
Leonardo Silva, atualmente com 21 anos, está preso desde 3 de agosto de 2023. Ele foi condenado por latrocínio, crime caracterizado como roubo seguido de morte, e também recebeu a penalidade de 30 dias-multa. Na decisão, o magistrado destacou a gravidade do caso, citando “extrema frieza” na execução do crime e a ocultação do corpo, fatores que, segundo o texto, causaram forte repercussão e insegurança na comunidade.

Nilza Costa Pingoud foi morta em 24 de julho de 2023. O corpo só foi localizado cerca de uma semana depois, após vizinhos estranharem o desaparecimento e acionarem a polícia. As investigações apontaram que, após o homicídio, o réu enterrou o corpo no quintal da residência da vítima.
Durante o processo, a defesa apresentou um laudo particular que alegava insanidade mental do acusado. A Justiça determinou novos exames oficiais, que concluíram que Leonardo tinha plena capacidade de compreender seus atos no momento do crime, afastando a tese de inimputabilidade.
A sentença também determinou que objetos adquiridos com recursos da vítima após o crime sejam entregues aos familiares de Nilza. A Polícia Civil apurou que Leonardo utilizou dados bancários da vítima para realizar compras, incluindo a aquisição de uma motocicleta e de eletrodomésticos.
Investigação
Conforme a investigação, Leonardo teria agido por motivação financeira. Ele chegou a morar nos fundos da casa da vítima após se apresentar a ela e foi contratado para realizar serviços domésticos. O acordo teria sido encerrado meses antes do crime. Depois de deixar a cidade, o acusado retornou e passou a monitorar o imóvel.
Ainda segundo a polícia, Leonardo permaneceu na residência após o homicídio e tentou oferecer dinheiro a conhecidos para ajudá-lo a se livrar do corpo, proposta recusada. O caso foi concluído com a responsabilização criminal do réu, que aguarda o julgamento do recurso apresentado pela defesa.
