Chafei pede criação de Lei de Incentivo ao Esporte para atrair dinheiro privado a atletas locais
Chafei pede criação de Lei de Incentivo ao Esporte para atrair dinheiro privado a atletas locais
Atletas barretenses costumam enfrentar uma corrida de obstáculos financeiros antes mesmo de entrar na pista, na piscina ou no campo. Faltam tênis adequados. Falta dinheiro para o combustível do transporte. Sobram rifas e vaquinhas para bancar inscrições em competições regionais.
Na sessão ordinária de segunda-feira (26), a Câmara Municipal de Barretos discutiu uma alternativa para mudar essa dinâmica. O vereador Dr. Chafei Amsei (União) cobra formalmente uma ação do Executivo. Ele quer que a Prefeitura, com apoio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, elabore um projeto de lei para criar um mecanismo municipal de incentivo ao esporte.
A ideia funciona como uma via de mão dupla. Hoje, projetos da cidade dependem quase sempre de leis estaduais ou federais, que exigem uma burocracia pesada e colocam esportistas locais para concorrer com grandes clubes do país inteiro. Uma lei própria municipal cria uma ponte direta dentro da própria cidade. O empresário local banca uniformes, viagens, treinos e equipamentos. O atleta compete com tranquilidade. Em troca, a marca da empresa ganha visibilidade nos uniformes e nos eventos.
O parlamentar estabeleceu que a proposta precisa de estudos técnicos prévios sobre o impacto no orçamento. A prefeitura precisa colocar as contas na ponta do lápis para evitar rombos no caixa. O recurso privado deve complementar o orçamento público, sem jamais substituir ou esvaziar os programas esportivos e comunitários que o município já oferece à população nos bairros.
A cobrança também exige travas de segurança na futura lei. O texto precisará definir regras públicas de seleção e prestação de contas detalhada. O objetivo declarado é impedir que uma única modalidade fique com toda a verba, garantindo espaço e oportunidade para diferentes esportes e novas revelações da cidade.
A bola está no campo do Executivo. A Prefeitura terá de responder oficialmente ao vereador quando pretende iniciar os estudos técnicos ou quais impedimentos fiscais e jurídicos inviabilizam a criação da lei no município.


