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Vereador cobra informações sobre licença ambiental e mau cheiro atribuído à unidade da JBS
O vereador Paulo Henrique Corrêa (PL) protocolou um requerimento na Câmara Municipal de Barretos para obter atualizações sobre a situação ambiental da unidade da JBS no município. O pedido mira a renovação da Licença de Operação da empresa e as medidas adotadas após uma inspeção da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
A vistoria ocorreu durante a noite de 11 de abril de 2026. Segundo a resposta encaminhada anteriormente ao Requerimento nº 1129/2026, os técnicos identificaram emissões de gases da unidade de graxaria diretamente para a atmosfera, antes da passagem pelo sistema responsável pelo controle da poluição.
A graxaria transforma subprodutos de origem animal. Quando os gases desse processo não passam corretamente pelo tratamento, podem chegar ao ambiente sem o controle previsto. É como deixar uma fumaça escapar antes de ela atravessar o filtro instalado para reduzir seus efeitos.
A mesma resposta informou que a empresa não teria garantido a adoção ou a manutenção das medidas necessárias para manter a eficiência do sistema criado para reduzir os odores. O documento também registrou que a Cetesb analisava o pedido de renovação da Licença de Operação no Processo nº 075766/2025-71.
O novo requerimento pergunta se a licença já recebeu renovação. Em caso afirmativo, o vereador solicita a data da decisão, o prazo de validade e o número do documento. Ele também pede uma cópia completa da licença, incluindo anexos, condicionantes e outros documentos vinculados à autorização.
Se a renovação ainda não ocorreu, Corrêa quer saber em que etapa o processo se encontra e quais providências continuam pendentes para a conclusão.
O vereador também questiona quais medidas concretas a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Meio Ambiente e Sustentabilidade, adotou junto à Cetesb para reduzir ou eliminar o mau cheiro associado às atividades da empresa.
A resposta anterior apontou que a renovação da licença poderia servir para a análise de exigências mais rigorosas e para o aprimoramento do sistema de controle da poluição atmosférica. O novo pedido busca esclarecer se essas medidas foram efetivamente incluídas na licença e se a empresa recebeu novas obrigações para impedir a continuidade das emissões.
A Câmara ainda deverá receber as informações solicitadas pela Prefeitura e pela secretaria responsável. Até que isso ocorra, o requerimento não confirma se a licença da JBS foi renovada, quais condicionantes foram estabelecidas ou quais providências ambientais já saíram do papel.


