Junior Marçal defende foco em saúde, educação e fortalecimento regional
Corrida contra o relógio: Barretos tem até outubro para adaptar escolas ao novo ensino integral
A Câmara Municipal realizou a sessão ordinária na quarta-feira (9). O vereador Rodrigo Malaman (PP) cobrou ações concretas do prefeito. O relógio está correndo. O Conselho Nacional de Educação bateu o martelo. A prefeitura de Barretos tem até o dia 31 de outubro de 2026 para reescrever as regras e os projetos pedagógicos das escolas municipais. O objetivo do prazo é alinhar a cidade ao modelo nacional de educação integral.
Pense no ensino integral como convidar a família inteira para passar o fim de semana na sua casa. Você precisa garantir cama, comida e espaço de sobra para todo mundo. O sistema de ensino enfrenta o mesmo desafio estrutural. O governo federal sancionou a Lei 15.388/2026. Essa nova legislação criou o Plano Nacional de Educação para a próxima década e obriga as cidades a manterem as crianças por mais tempo nas escolas. Malaman quer descobrir se o município já começou a arrumar a casa. Ele protocolou um requerimento oficial com uma série de perguntas sobre o andamento dessa transição.
Manter os alunos o dia todo no colégio exige tijolo, cimento e gente qualificada. O vereador exigiu do prefeito um raio-x atualizado da infraestrutura municipal. Os estudantes precisam de refeitórios maiores e adequados. Eles demandam áreas de convivência e quadras esportivas preparadas. Malaman também questionou o Executivo sobre a contratação de professores. A Secretaria de Educação precisa apresentar um planejamento claro para suprir a necessidade de profissionais e servidores durante essa jornada estendida.
A conta dessa mudança também entrou na mira. Malaman perguntou se Barretos já recebeu ou possui previsão de receber dinheiro de Brasília para bancar o ensino integral. Ele cobrou os valores exatos e o destino de cada centavo aplicado. O parlamentar exigiu cópias dos cronogramas e dos diagnósticos que o município elaborou até o momento.
Falta pouco tempo para o esgotamento do prazo estabelecido por Brasília. Se o poder municipal falhar no cumprimento desse cronograma e ignorar as adaptações necessárias, os alunos sofrerão as consequências práticas na rotina e passarão a jornada ampliada inteira espremidos em prédios sem estrutura para alimentação e salas de aula sem professores suficientes.


