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Salários na torneira: SAAEB paga a mais para uns, a menos para outros, e Câmara exige respostas

 Salários na torneira: SAAEB paga a mais para uns, a menos para outros, e Câmara exige respostas

O dinheiro pingou errado na conta dos funcionários do SAAEB. Alguns receberam contracheques mais gordos do que deveriam. Outros, viram o salário encolher sem explicação. Na sessão ordinária de quarta-feira (9), o vereador Rodrigo Malaman (PP) colocou o assunto na mesa e protocolou um documento cobrando explicações oficiais da Prefeitura.

A bomba surgiu a partir de uma denúncia anônima. O texto entregue por Malaman relata uma falha em série no sistema. Nos meses de junho, julho e agosto deste ano, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Barretos errou a mão nos pagamentos. Imagine você ir ao supermercado comprar um quilo de café, entregar uma nota de vinte reais e o caixa te devolver cinquenta de troco. Ou, pior, o caixa pegar sua nota e dizer que você ainda deve dinheiro. Foi exatamente essa bagunça que aconteceu na contabilidade da autarquia ao longo de três meses consecutivos.

O setor responsável corrigiu o problema logo em seguida. O vereador quer saber, no entanto, como a conta fechou. Malaman listou sete perguntas no requerimento. Ele questiona a natureza dos erros e pede o número exato de servidores prejudicados e beneficiados. A pergunta mais incômoda do documento bate direto no cofre. Quem recebeu dinheiro a mais devolveu esse valor para a autarquia? O vereador exige que a direção do SAAEB apresente os comprovantes de restituição desses pagamentos indevidos.

A Câmara Municipal quer os papéis na mão para fiscalizar. Malaman pediu as folhas de pagamento originais, os relatórios de correção e questionou se a direção do SAAEB abriu alguma sindicância ou auditoria interna. O objetivo é rastrear a origem da falha e descobrir quem operou o sistema de forma equivocada. Se ninguém abriu uma apuração, a autarquia terá que explicar o motivo dessa inércia.

A Prefeitura e o SAAEB precisam enviar as respostas e os documentos fiscais para o Legislativo. Se as planilhas mostrarem que o dinheiro excedente não retornou ao caixa público, a autarquia será obrigada a iniciar processos de cobrança contra os próprios funcionários para tapar o buraco

Redação

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