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Vereador exige busca do município a famílias ‘invisíveis’ no Luís Spina

 Vereador exige busca do município a famílias ‘invisíveis’ no Luís Spina

O Luís Spina abriga famílias invisíveis. Pessoas que o sistema simplesmente não enxerga. Na quarta-feira (9), durante a sessão ordinária, o vereador Anderson Luiz de Angelino, o “Bodão” (Podemos), colocou o dedo nessa ferida. Ele registrou suas exigências num requerimento cobrando respostas diretas da Prefeitura sobre o cenário de abandono na região. A urgência tem rosto. O parlamentar relatou o caso de uma idosa do bairro. Ela cuida sozinha de dois filhos com deficiência. A família vive no escuro financeiro e sem estrutura básica de proteção.

Casos extremos assim não aparecem magicamente no radar da prefeitura. Eles exigem o que a lei chama de “busca ativa” e “diagnóstico social”. Funciona como procurar uma chave perdida dentro de casa. Você não fica sentado no sofá esperando ela pular no seu bolso. Você levanta, revira as gavetas, abre armários e olha debaixo dos tapetes. O vereador cobra exatamente essa atitude do Executivo. A Secretaria Municipal de Assistência Social precisa sair dos escritórios e bater nas portas do conjunto habitacional. O poder público precisa buscar quem passa fome, quem sofre com limitações físicas e quem não tem dinheiro para sobreviver.

Bodão fez perguntas muito claras ao prefeito. A cidade possui algum plano de ação específico para os moradores mais vulneráveis do Luís Spina? Se os serviços já existem, a administração pretende ampliar esse atendimento? Se o município não tem nenhum planejamento estruturado para o local, as autoridades vão finalmente criar uma ação integrada? O texto do requerimento foge da burocracia fria e cobra um olhar humano. A intenção real é localizar as pessoas em risco e conectá-las de imediato aos programas sociais do município.

A fome e a deficiência não cumprem aviso prévio nem respeitam o horário comercial das repartições públicas. Enquanto os trâmites legais avançam em ritmo de papelório nos gabinetes, a idosa e seus dois filhos continuam acordando todos os dias sem saber se terão ajuda do município.

Redação

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