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Avenida 7 continua interditada meses após novo desmoronamento e segue sem definição sobre responsabilidades

 Avenida 7 continua interditada meses após novo desmoronamento e segue sem definição sobre responsabilidades

O problema continua sem solução.

Meses depois do novo desmoronamento registrado na Avenida 7, em Barretos, o trecho permanece interditado entre as ruas 4 e 12. Motoristas ainda precisam desviar o caminho, enquanto a principal ligação da região segue bloqueada por causa dos danos provocados pelo rompimento do muro de contenção às margens do Córrego Barretos.

A situação se arrasta desde dezembro de 2025, quando uma forte chuva fez a estrutura ceder novamente. Na ocasião, a água abriu ainda mais as rachaduras existentes, comprometeu parte do asfalto, das calçadas e da lateral da via. A Defesa Civil registrou cerca de 70 milímetros de chuva em poucas horas, com rajadas de vento que chegaram a 50 km/h.

Não foi a primeira vez.

O local já havia desmoronado em janeiro de 2022. Na época, aproximadamente dez metros da avenida desapareceram depois que parte da estrutura foi arrastada para dentro do córrego. A Prefeitura executou obras de reconstrução e liberou o trânsito meses depois. Pouco mais de três anos depois, o mesmo ponto voltou a apresentar falhas.

Quando o novo desmoronamento aconteceu, o prefeito Odair Silva esteve na área para vistoriar os estragos e informou que a avenida permaneceria fechada até a realização das obras de recuperação. O município apontou como ponto mais crítico o muro de arrimo do córrego, conhecido como “paredão”.

O muro de arrimo funciona como um grande suporte. Imagine uma pilha de livros encostada em uma parede. Se alguém retirar esse apoio, a pilha pode tombar. Na engenharia, a estrutura exerce papel semelhante: segura a terra e impede que ela deslize. Quando aparecem falhas nesse tipo de construção, o risco de novos desmoronamentos aumenta.

Desde o ocorrido no dis 13 de dezembro de 2025, o cenário pouco mudou para quem passa pela região. A avenida continua interditada e, até o momento, não há solução definitiva para o trecho.

Redação

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