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Gestão de Barretos prioriza infraestrutura externa em detrimento do atendimento na UPA

 Gestão de Barretos prioriza infraestrutura externa em detrimento do atendimento na UPA
  • Túlio Guitarrari é filósofo, técnico contábil, jornalista e pós-graduado em Ciência Política e Teologia.

A atual gestão de Barretos tem sido alvo de questionamentos por parte da população após a divulgação de um vídeo institucional gravado pelo prefeito. Na publicação, o chefe do Executivo destaca a conclusão das obras de concretagem do estacionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). No entanto, moradores afirmam que a atenção dispensada à infraestrutura externa contrasta com a realidade enfrentada por quem busca atendimento na unidade, especialmente nos setores de triagem e consultas, onde são frequentes os relatos de demora, precariedade e dificuldades no acolhimento.

A intervenção no pátio externo possui relevância técnica para a conservação da unidade. A pavimentação adequada contribui para a organização do fluxo de veículos, melhora a acessibilidade e reduz os impactos causados pela poeira e pela lama, especialmente em períodos chuvosos.

Embora a melhoria da estrutura física seja positiva, representantes da comunidade defendem que o atendimento ao cidadão deve ocupar posição prioritária na definição dos investimentos públicos. Na avaliação desses moradores, obras de infraestrutura são importantes, mas não podem se sobrepor às necessidades imediatas de quem depende do sistema público de saúde.

Entre as principais reclamações apresentadas pelos usuários da UPA estão:

  • demora na realização da triagem inicial;
  • insuficiência de profissionais para atender à demanda diária de pacientes;
  • falta de assentos e de climatização adequada nas áreas de recepção;
  • prioridade dada a obras de maior visibilidade em detrimento do investimento em insumos, equipamentos e melhoria da assistência aos pacientes.

O contraste entre o discurso oficial e as manifestações recorrentes da população reacendeu o debate sobre as prioridades da administração municipal na área da saúde. As dificuldades relatadas pelos usuários indicam que parte dos problemas enfrentados decorre de limitações estruturais e da escassez de recursos disponíveis para o funcionamento da unidade, e não, necessariamente, da atuação dos profissionais de saúde. Médicos, enfermeiros, técnicos e demais servidores desempenham suas funções sob restrições de pessoal, equipamentos e insumos, circunstâncias que comprometem a capacidade de resposta às demandas da população.

O cenário observado na UPA reflete desafios mais amplos da saúde pública no município. Ao longo de diferentes gestões, o setor tem sido alvo de críticas recorrentes por parte dos moradores, que apontam a permanência de problemas estruturais e cobram maior direcionamento de investimentos para a melhoria da qualidade do atendimento e do bem-estar da população.

Paz e Bem.

Redação

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