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Vereadores ameaçam travar pauta em Barretos e cobram diálogo do prefeito com professores

 Vereadores ameaçam travar pauta em Barretos e cobram diálogo do prefeito com professores

Durante a sessão ordinária da última segunda-feira (6), na Câmara Municipal de Barretos, vereadores manifestaram apoio a profissionais da educação e indicaram a possibilidade de medidas mais duras contra o Poder Executivo, incluindo o trancamento da pauta legislativa. As falas ocorreram em meio a reivindicações de professores sobre o cumprimento de legislação relacionada à categoria.

O debate ganhou força após a apresentação de requerimentos e a mobilização de educadores presentes no plenário. Parlamentares destacaram a necessidade de diálogo com o prefeito Odair Silva (REP) e com a Secretaria Municipal de Educação.

Apoio à mobilização e cobrança por organização

O vereador Jonathas Lazzarotto (PSD) elogiou a mobilização dos professores e destacou a organização da categoria como exemplo para outros setores. Em sua fala, ele afirmou que os profissionais da educação têm apresentado reivindicações de forma estruturada e reforçou a importância da continuidade desse movimento.

Lazzarotto também mencionou a realização de uma audiência pública para discutir o tema e questionou se representantes do Executivo irão participar. Segundo ele, até o momento não houve diálogo direto com a categoria.

Além disso, o vereador afirmou que a Câmara possui instrumentos para pressionar o Executivo. Entre as possibilidades citadas, está o trancamento da pauta legislativa caso não haja abertura para negociação. Ele também mencionou que, em caso de descumprimento de legislação considerada constitucional, podem ser adotadas medidas mais severas, previstas no ordenamento jurídico.

Críticas à relação com o Executivo

O vereador Raphael Silvério (PSD) afirmou que demandas dos servidores públicos frequentemente enfrentam dificuldades para avançar no Executivo. Segundo ele, reivindicações da categoria acabam sendo levadas ao Judiciário após impasses administrativos.

Durante o discurso, Silvério destacou a rotina de trabalho dos professores e apontou a complexidade da atividade em sala de aula. Ele também afirmou que, embora a Câmara demonstre apoio, a decisão final sobre as demandas depende do Executivo.

O parlamentar ainda ressaltou que o posicionamento favorável aos professores não implica alinhamento automático com decisões da Prefeitura, destacando que há divergências em relação ao tema debatido.

Propostas de medidas legais e pressão política

Já o vereador Rodrigo Malaman (PP) apresentou propostas mais diretas de encaminhamento. Entre elas, a possibilidade de formalizar denúncias ao Tribunal de Contas do Estado e ao Ministério Público, apontando eventual descumprimento de lei municipal.

Malaman informou que está elaborando um requerimento para viabilizar essas medidas, incluindo a sugestão de abertura de ação civil pública por improbidade administrativa. O documento, segundo ele, ficará disponível para assinatura de outros vereadores.

O parlamentar também defendeu o trancamento de pautas de interesse do Executivo até que haja negociação com os professores. Além disso, sugeriu a convocação de secretários municipais, como os responsáveis pelas pastas de Educação e Finanças, para prestar esclarecimentos sobre o tema.

Igor Sorente

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