Jonathas Lazzarotto é afastado do Conselho de Ética após denúncia protocolada na Câmara de Barretos
Jonathas Lazzarotto é afastado do Conselho de Ética após denúncia protocolada na Câmara de Barretos
A Câmara Municipal de Barretos expediu o Ofício nº 465/2026, informando o recebimento de uma denúncia (CR 22/2026) formulada contra o vereador Jonathas Lazzarotto (PSD).
De acordo com o documento, a denúncia foi regularmente protocolizada e será encaminhada ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, nos termos da Resolução nº 532, de 15 de abril de 2015, para o devido processamento. O ofício também comunica que, por ser objeto da denúncia, Jonathas Lazzarotto foi substituído na composição do Conselho de Ética, com a justificativa de preservar a imparcialidade e a regular condução dos trabalhos. A substituição ocorreu por indicação do Líder do Partido Social Democrático (PSD).
Para ocupar a vaga durante a tramitação da denúncia, foi indicado o vereador Prof. Raphael Silvério, líder do PSD, que passa a integrar o Conselho de Ética enquanto o caso estiver em análise. Segundo o documento, a substituição tem caráter administrativo e temporário, limitada ao período de processamento da matéria.
O ofício é assinado pelo presidente da Câmara, Luis Paulo Vieira.
O que diz o vereador
Em nota enviada à imprensa, Jonathas Lazzarotto diz:
“Recebo com serenidade a representação apresentada ao Conselho de Ética. É direito de qualquer cidadão protocolar denúncia quando se sentir ofendido, e isso deve ser respeitado. No entanto, esse instrumento precisa ser utilizado com responsabilidade, e não como ferramenta de disputa política. A denúncia se baseia em um vídeo publicado no dia 12 de fevereiro, no qual respondo a um comentário feito em minha página questionando por que eu não iria “carpinar” em vez de exercer meu mandato. O comentário era de um perfil denominado @vozdaverdadebr, sem qualquer identificação com a denunciante. Nos stories, publiquei apenas o print desse comentário, acompanhado de uma imagem genérica de uma mulher, sem nome, sem marcação e sem qualquer referência à pessoa que apresentou a representação. Em nenhum momento há citação do nome da denunciante, menção direta ou qualquer prova técnica que comprove a alegação de atribuição de autoria. Basta assistir ao vídeo completo para verificar que não há calúnia, não há exposição pessoal e não há discriminação. Quando afirmo que sou pago para ser vereador e não para capinar, o contexto deixa claro que me referia à divisão de funções — cada pessoa exerce a atividade para a qual é remunerada. Nunca houve desrespeito à classe trabalhadora, que sempre valorizei. Quanto ao meu afastamento do Conselho de Ética, trata-se de medida técnica e preventiva, para garantir absoluta imparcialidade na apuração. Tenho tranquilidade quanto aos fatos e confiança de que a análise institucional demonstrará a inconsistência da denúncia.“

