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Elysium: quando a ficção científica mira a desigualdade, mas tropeça na própria execução

 Elysium: quando a ficção científica mira a desigualdade, mas tropeça na própria execução

Elysium é um filme de ficção científica com forte carga política, que aborda temas como desigualdade social e o acesso à saúde. Em um futuro distópico, a humanidade cria Elysium, uma estação espacial altamente tecnológica que se transforma em refúgio exclusivo para milionários e elites, enquanto o restante da população vive em condições precárias na Terra.

Apesar da premissa potente, o filme apresenta problemas formais. A fotografia compromete parte das cenas de ação devido ao uso excessivo de câmera tremida, o que dificulta a leitura visual e causa confusão espacial. Há também uma fragilidade na construção do antagonista, que funciona mais como um vilão “mal pelo mal”, com motivações rasas e pouco desenvolvidas.

O desfecho não chega a surpreender: ao reiniciar a inteligência artificial que sustentava o sistema de exclusão, o filme opta por uma solução rápida e simbólica para salvar a humanidade. Embora coerente com a proposta política, o final reforça a sensação de que Elysium tem ideias fortes, mas execução irregular, ficando aquém do impacto que sua temática poderia alcançar.

Ficha técnica – Elysium

  • Título original: Elysium
  • Ano: 2013
  • Gênero: Ficção científica / Ação
  • Direção e roteiro: Neill Blomkamp
  • Produção: Neill Blomkamp, Simon Kinberg
  • Elenco principal: Matt Damon, Jodie Foster, Sharlto Copley, Alice Braga
  • Países: Estados Unidos / Canadá
  • Duração: 109 minutos
  • Classificação indicativa: 14 anos

Onde assistir

  • Google Play Filmes
  • Apple TV (iTunes)
  • Amazon Prime Video (loja)
  • Microsoft Store

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