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Eleições de 2026 reeditam polarização de 2022
Apuração do primeiro turno aponta recuo na votação do PT e avanço do PL; os números, porém, não comprovam transferência direta de votos.
Desempenho nas urnas
A apuração do primeiro turno das eleições de 2026 foi concluída pela Justiça Eleitoral nesta sexta-feira (23). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou os dados completos dos votos válidos no país. Os números indicam que a disputa continua acirrada entre as duas principais forças políticas.
Em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva recebeu 57.259.504 votos no primeiro turno. Em 2026, o presidente obteve 53.879.538 — uma redução de 3.379.966 votos, equivalente a 5,90% em relação ao resultado anterior. A retração foi mais acentuada, segundo os dados apresentados, nas grandes capitais e regiões metropolitanas.
A candidatura do Partido Liberal (PL), por sua vez, registrou crescimento no mesmo período. Em 2022, Jair Bolsonaro somou 51.072.345 votos no primeiro turno. Em 2026, Flávio Bolsonaro alcançou 56.104.503, um aumento de 5.032.158 votos, ou 9,85%.
A comparação revela mudanças no desempenho das candidaturas, mas não permite afirmar, por si só, que houve transferência direta de votos entre eleitores. Ainda assim, os resultados reforçam a permanência da polarização política observada em 2022.
Cenário político e avaliação ideológica
Na interpretação deste articulista, o avanço do PL e o recuo do PT refletem o desgaste de uma visão política que associa ao socialismo resultados como pobreza, fome e corrupção. Essa avaliação se apoia em experiências históricas de países que adotaram esse modelo e, na opinião do autor, ajuda a compreender o cenário brasileiro. O aumento dos impostos e a inflação são apontados como sinais de perda do poder de compra.
O governo, por sua vez, depende da arrecadação de tributos para financiar suas políticas e programas sociais. Na visão crítica aqui defendida, promessas de auxílios e benefícios podem vir acompanhadas de aumento da carga tributária. Se essa tendência persistir, o poder aquisitivo da população poderá ser ainda mais pressionado nos próximos anos.
O populismo, segundo essa perspectiva, seduz com promessas, mas seus limites se tornam mais visíveis quando o custo de vida sobe e o dinheiro perde valor. A jornalista Miriam Leitão, por exemplo, foi citada pelo articulista ao tratar da percepção de aumento de preços e de perda do poder de compra. Para muitos consumidores, porém, essa sensação se manifesta concretamente no cotidiano.
Paz e bem!



