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A juventude que defende a democracia
- Michela Rita é historiadora, gestora pública e professora, com MBA em Gestão Escolar.
A democracia brasileira acaba de atravessar mais uma prova de sua força. A vitória de Lula nas eleições de 25 de outubro reafirma que o futuro do país deve ser decidido pelo voto e pela participação popular. Mas há uma força que merece destaque nessa história: a juventude brasileira.
Em momentos de ameaça à democracia, quando discursos autoritários transformam diferenças em inimigos e a desinformação ganha espaço, jovens assumiram seu papel. Mobilizaram comunidades, ocuparam espaços públicos e disputaram narrativas. Mostraram que a política não se resume aos gabinetes e que a democracia não se limita ao dia da votação.
Como provoca o Le Monde Diplomatique Brasil, reconstruir a democracia exige recuperar a capacidade de diálogo. Essa tarefa passa pelas novas gerações, que não podem ser espectadoras de decisões que definirão suas vidas.
A vontade do povo venceu as eleições. Entretanto, a defesa democrática não termina nas urnas. É preciso combater desigualdades, garantir direitos e criar condições para que todos tenham voz, especialmente aqueles historicamente silenciados.
A juventude não pensa de maneira uniforme. Sua força está na capacidade de questionar, aprender, discordar e transformar. Por isso, educação crítica, acesso à cultura e participação política são fundamentais para que os jovens não apenas herdem a democracia, mas aprendam a construí-la.
O resultado eleitoral deixa uma mensagem que ultrapassa partidos: nenhum projeto de país pode ignorar a participação popular. Aos jovens que se mobilizaram, fica o reconhecimento; aos que ainda desconfiam da política, o convite à participação.
A democracia não se sustenta sozinha. Precisa de gente disposta a defendê-la todos os dias. Quando a juventude compreende que seu futuro está em jogo, deixa de assistir à história para se tornar protagonista dela.



