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Ilha das Flores: 13 minutos que ainda expõem a desigualdade brasileira

 Ilha das Flores: 13 minutos que ainda expõem a desigualdade brasileira

Ilha das Flores, de 1989, é daqueles filmes curtos que conseguem dizer muita coisa em poucos minutos. O documentário acompanha a trajetória de um simples tomate, desde o plantio até chegar ao lixo, e a partir disso mostra como funciona a cadeia de produção e o sistema capitalista, chegando a uma realidade muito mais dura: a das pessoas que precisam disputar comida com os animais.

Gravado com cenas reais, o filme mostra de forma visceral a pobreza e a desigualdade do Brasil naquele período. Em época de eleições, assistir a Ilha das Flores também é uma forma de lembrar de onde o nosso próprio país saiu, depois de anos de ditadura militar, e perceber que, apesar de todo o desenvolvimento brasileiro desde então, aquela realidade não desapareceu completamente.

Uma curiosidade é que o curta tem apenas 13 minutos, mas ganhou importantes prêmios, incluindo o Urso de Prata no Festival de Berlim, em 1990. O diretor Jorge Furtado também usa uma mistura curiosa de humor, narração acelerada e imagens reais para conduzir o espectador até um final bastante pesado.

É um filme que faz pensar e sentir — pelo menos aqueles que têm empatia — o peso da pobreza e da desumanização. No fim Ilha das Flores pode ter quase 40 anos, mas continua sendo uma obra capaz de incomodar justamente porque algumas das perguntas que ele faz ainda não perderam a importância.

Ficha técnica

  • Título: Ilha das Flores 
  • Ano: 1989 
  • País: Brasil 
  • Gênero: Documentário / curta-metragem 
  • Duração: 13 minutos 
  • Direção e roteiro: Jorge Furtado 
  • Produção: Casa de Cinema de Porto Alegre 
  • Narração: Paulo José 
  • Fotografia: Roberto Henkin e Sérgio Amon 
  • Montagem: Giba Assis Brasil 
  • Música: Geraldo Flach 
  • Prêmio de destaque: Urso de Prata para curta-metragem no Festival de Berlim, em 1990. 

Onde assistir

  • Prime Vídeo

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