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EUA poupam café, carne e petróleo de tarifa de 25% sobre produtos brasileiro

 EUA poupam café, carne e petróleo de tarifa de 25% sobre produtos brasileiro

Aeronaves, óleo, café e carne estão fora do tarifaço imposto pelos EUA / Foto: Daniel Torok/Casa Branca

Os Estados Unidos deixaram de fora do novo tarifaço de 25% alguns dos principais produtos exportados pelo Brasil, entre eles itens da aviação civil, petróleo, carne bovina e café. Juntos, esses segmentos responderam por cerca de um terço das exportações brasileiras para o mercado norte-americano no primeiro semestre deste ano.

A medida, anunciada na quarta-feira (15) pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), atinge diversos produtos brasileiros, mas também preserva setores como celulose, minério de ferro, ferro-gusa, laranja e suco de laranja. Já itens como ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, máquinas agrícolas e outros manufaturados continuam sujeitos à sobretaxa.

Os Estados Unidos justificaram as exceções afirmando que esses produtos não são produzidos em quantidade suficiente no país ou têm custo elevado. Na prática, a isenção evita desabastecimento e aumento de preços para consumidores e empresas norte-americanas.

As tarifas entram em vigor no próximo dia 22. O USTR afirma que a decisão é resultado de uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras. O governo brasileiro contestou a medida, disse que não reconhece a legitimidade da investigação e anunciou que recorrerá à Lei da Reciprocidade e aos mecanismos de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O setor cafeeiro comemorou a exclusão do café da lista de produtos taxados. Em nota conjunta, Abic, Abics e Cecafé afirmaram que o trabalho realizado com a National Coffee Association e importadores dos Estados Unidos garantiu a manutenção do café brasileiro entre os produtos isentos. “Essa decisão protege exportações de até US$ 2,5 bilhões por ano e reforça o papel do Brasil como parceiro estratégico dos Estados Unidos”, destacaram as entidades.

Mesmo com a isenção, o setor mantém o alerta. Uma segunda investigação conduzida pelo USTR ainda pode resultar na aplicação de uma tarifa adicional de até 12,5% sobre o café brasileiro.

Fonte: Agência Brasil

Redação

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