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Conta de luz terá aumento de até 18,75% em áreas atendidas pela CPFL Paulista

 Conta de luz terá aumento de até 18,75% em áreas atendidas pela CPFL Paulista

O chuveiro é o grande vilão da conta de luz.

A conta de energia elétrica ficará mais cara para consumidores. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta quarta-feira (22), um reajuste tarifário que impacta residências, comércios e indústrias. Para consumidores residenciais (classe B1), o aumento será de 9,15%.

As novas tarifas passam a valer após a publicação no Diário Oficial da União e fazem parte do reajuste anual previsto no contrato de concessão da distribuidora CPFL Paulista.

Como o reajuste é calculado

O aumento considera diferentes componentes que formam a conta de energia. Entre eles estão índices inflacionários, custos com compra e transmissão de energia, além de encargos setoriais. Esses encargos são definidos por políticas públicas estabelecidas por leis e decretos e têm impacto direto no valor final pago pelo consumidor.

Segundo a CPFL Paulista, houve elevação nos chamados custos não gerenciáveis — aqueles que não dependem diretamente da atuação da distribuidora. Entre os principais fatores estão o aumento dos encargos setoriais e a atualização das receitas das empresas responsáveis pela transmissão de energia no ciclo 2025/2026.

Além disso, o custo de geração de energia também registrou aumento, influenciado pela revisão de contratos do setor.

Impacto para diferentes consumidores

O reajuste varia de acordo com o perfil de consumo:

  • Residencial (B1): aumento de 9,15%, incluindo consumidores de baixa renda e beneficiários de tarifa social
  • Baixa tensão (comércio, rural e pequenas indústrias): aumento médio de 9,25%
  • Alta tensão (grandes indústrias): aumento de 18,75%

Considerando todos os grupos atendidos, o efeito médio do reajuste será de 12,13%.

Igor Sorente

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