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Clássico escrito em plena guerra revela como o mal se esconde nas pequenas escolhas do dia a dia
“Carta de um diabo a seu aprendiz” é um livro do escritor britânico C. S. Lewis, publicado originalmente em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial. A obra é estruturada como uma série de cartas escritas por Fitafuso, um demônio experiente, que orienta seu sobrinho Verme sobre como corromper um humano comum, chamado apenas de “o paciente”. O grande diferencial do livro está no ponto de vista: ao inverter a lógica moral, Lewis critica os vícios humanos e as armadilhas do cotidiano a partir da ótica do mal.
O texto é irônico, inteligente e surpreendentemente acessível. Em vez de tentações grandiosas, Fitafuso ensina que o caminho mais eficaz é o desvio sutil: pequenos hábitos, racionalizações, vaidade disfarçada de virtude e a perda gradual da atenção espiritual. A linguagem é clara e afiada, usando humor e sarcasmo para expor comportamentos comuns, o que torna a leitura desconfortável em vários momentos — o leitor frequentemente se reconhece nas falhas descritas.
Apesar de ser uma obra com base cristã, Carta de um Diabo a seu Aprendiz vai além do discurso religioso. O livro funciona como uma análise psicológica e social do ser humano, tratando de temas como orgulho, egoísmo, distração, medo e conformismo. É uma leitura curta, mas densa, que permanece atual justamente por mostrar que o mal raramente se apresenta de forma explícita — ele costuma agir no detalhe, no hábito e na acomodação diária.
Ficha técnica
Autor: C. S. Lewis
Título original: The Screwtape Letters
Gênero: Ficção satírica / análise humana
Formato: Correspondência epistolar entre demônios
Editora (em português): Thomas Nelson Brasil
Páginas aproximadas: ~208
Primeira publicação: 1942
Onde comprar
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