Chinaglia cita conversa com Valdemar ao comentar articulações da direita em encontro em Barretos
Arlindo Chinaglia em Barretos ao lado do correligionário do PT, José Lázaro.
O deputado federal Arlindo Chinaglia (PT) esteve em Barretos na quinta-feira (22), onde se reuniu com correligionários no período da tarde. Durante o encontro, ele comentou o cenário político nacional e mencionou uma conversa com Valdemar Costa Neto (PL) ao tratar de possíveis composições no campo bolsonarista, mantendo o tema como parte de uma análise sobre a disputa eleitoral.
Menção a possíveis composições
Ao abordar o debate interno da direita sobre candidaturas e alianças, Chinaglia afirmou que circula, entre lideranças do campo conservador, a defesa de uma chapa envolvendo o governador paulista Tarcísio de Freitas (REP) e Michelle Bolsonaro (PL). No trecho, ele declarou:
“Mas eu conversei inclusive com o Valdemar da Costa Neto, a chapa principal para eles é Tarcísio e Michele.”
Na sequência, o deputado avaliou que, diante desse cenário, haveria resistência por parte de Jair Bolsonaro em abrir mão de protagonismo, em razão das disputas de força política e eleitoral dentro do próprio grupo.
Pedido para retirar o nome em eventual divulgação
Ainda durante a conversa, Chinaglia fez um pedido explícito para que a referência nominal fosse suprimida caso o conteúdo viesse a ser divulgado. Ele afirmou:
“Antes que eu me esqueça, depois era bom, porque eu andei citando nomes, é ruim. (…) Eu só peço depois, então, que quando tiver nome de Valdemar, essas coisas, tira. Tira porque não ajuda, só atrapalha. (…) Não acrescenta nada a falar o nome, mas eu falei para dar ênfase. Ok?”
A manifestação ocorreu após a citação e foi apresentada pelo próprio deputado como uma ressalva sobre a conveniência de expor nomes específicos em avaliações de bastidores políticos.
Articulação e leitura de cenário eleitoral
O trecho sobre Valdemar apareceu no meio de uma análise mais ampla feita por Chinaglia sobre a organização política para 2026, alianças e a possibilidade de rearranjos entre partidos e lideranças. Ele também mencionou que, na sua leitura, composições e decisões estratégicas passam por negociações nacionais e por interesses eleitorais, com foco no peso de estados como São Paulo.


