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Um filme de vampiro que fala mais de nós do que de monstros
“Vampira humanista procura suicida voluntário”, dirigido por Ariane Louis-Seize, é um filme de humor sombrio que brinca com a ideia de uma vampira que simplesmente não consegue matar. Sasha (Sara Montpetit) vive à base de sangue doado, mas quando os pais — também vampiros — a pressionam a se “alimentar de verdade”, ela entra num ciclo de medo, culpa e rejeição.
É nesse ponto que surge Paul (Félix-Antoine Bénard), um garoto cansado da própria vida, cheio de pensamentos suicidas e convicções estranhas sobre morte e liberdade. A relação entre eles não é exatamente um romance; é mais um encontro entre duas pessoas quebradas tentando entender o que fazer com o próprio sofrimento. Eles passam a noite juntos em um pacto meio absurdo, meio poético.
O filme acerta muito no visual. A fotografia é escura, bonita e melancólica, com aquela estética gótica moderna que combina com o clima de humor ácido e emoções sufocadas. A narrativa usa vampiros e morte não como espetáculo, mas como metáforas de gente que não se sente encaixada no mundo.
No fim, “Vampira Humanista Procura Suicida Voluntário” não é só mais um filme de vampiro. É uma reflexão sobre o valor da vida, sobre a crueldade da rejeição, sobre o peso do passado e sobre a possibilidade de redenção. Por trás dos monstros, o que enxergamos são pessoas feridas. É pesado, é estranho, é necessário.
Ficha técnica
Título original: Humanist Vampire Seeking Consenting Suicidal Person
Direção: Ariane Louis-Seize
Roteiro: Ariane Louis-Seize e Christine Doyon
Elenco principal:
Sara Montpetit (Sasha)
Félix-Antoine Bénard (Paul)
Steve Laplante
Sophie Cadieux
Gênero: Comédia dramática / Humor sombrio / Fantasia
País: Canadá
Ano: 2023
Duração: 91 minutos
Idioma: Francês (com legendas disponíveis)
Onde assistir
MUBI


