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Anitta mistura funk, rap indígena e rave em música que celebra a ancestralidade
OKÊ, faixa do álbum EQUILIBRIVM II, lançado por Anitta em julho de 2026, é uma parceria com o grupo de rap indígena Brô MC’s e a cantora Katú Mirim. A música mistura funk, rap indígena e batidas de rave para falar de ancestralidade e colocar diferentes povos originários no centro da faixa.
Um dos momentos que mais chama atenção é a sequência em que os artistas citam 17 povos indígenas. A escolha transforma uma informação cultural em parte da própria musicalidade da música, com os nomes sendo apresentados em um ritmo acelerado. O trecho acabou ganhando vida própria nas redes sociais e virou uma espécie de desafio de trava-língua no TikTok e no Instagram.
A faixa também chama atenção justamente pela mistura de estilos. O funk encontra o rap indígena e a música eletrônica sem que um elemento precise desaparecer para o outro aparecer. O resultado é uma música dançante, mas que usa essa energia para falar de identidade, ancestralidade e representatividade.
No fim, OKÊ consegue fazer algo que nem sempre é fácil: transformar uma discussão sobre cultura e identidade em uma música pop que funciona também como música de pista. A participação do Brô MC’s e de Katú Mirim dá à faixa uma identidade própria e faz dela uma das músicas mais interessantes do álbum.
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