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Hustler White: provocação e contracultura
Dirigido por Bruce LaBruce e Rick Castro, Hustler White (1996) é uma releitura marginal de Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard), transportando a atmosfera decadente de Hollywood para o universo da contracultura queer de Los Angeles. O filme acompanha um garoto de programa e um cineasta alemão obcecado por esse universo, construindo uma história que mistura sátira, provocação e uma estética deliberadamente suja.
O roteiro brinca tanto com a indústria sexual quanto com o olhar acadêmico sobre grupos marginalizados. Em vez de transformar seus personagens em objetos de estudo, LaBruce parece debochar justamente da tentativa de transformar a vida dessas pessoas em uma experiência “exótica” para ser observada de fora.
O baixo orçamento acaba funcionando a favor do filme. A produção tem uma aparência crua e pouco preocupada em seguir padrões comerciais, o que combina com a proposta de um cinema feito para provocar. É uma obra que deliberadamente testa os limites entre arte, exploração, performance e provocação sexual.
Por seu conteúdo sexual explícito, Hustler White é destinado ao público adulto. Mais do que uma simples produção sobre prostituição, o filme funciona como um retrato extremamente provocador da contracultura queer dos anos 1990. É estranho, desconfortável e muitas vezes chocante, mas justamente por isso permanece como uma obra cult para quem se interessa pelo cinema marginal e transgressor.
Ficha técnica
Título original: Hustler White
Título em português: E o Michê Vestia Branco
Ano: 1996
Duração: 80 minutos
Países: Alemanha e Canadá
Direção: Bruce LaBruce e Rick Castro
Roteiro: Bruce LaBruce e Rick Castro
Elenco principal: Tony Ward, Bruce LaBruce, Kevin P. Scott, Ivar Johnson e Kevin Kramer
Gêneros: Drama, comédia, romance, LGBTQ+ e cinema cult
Classificação: Adulto — conteúdo sexual explícito
Onde assistir
· MUBI
· Vimeo on Demand
· Prime Vídeo
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