14 das 17 regiões do estado de SP têm ocupação de leitos de UTI para Covid acima de 80%

 14 das 17 regiões do estado de SP têm ocupação de leitos de UTI para Covid acima de 80%

. (Foto: Amanda Perobelli/Reuters)

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Dos 17 Departamentos Regionais de Saúde (DSR) do Estado de São Paulo, 14 estão com o índice de ocupação de leitos para UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de Covid-19 acima de 80% de ocupação, segundo dados da Fundação Seade, obtidos via Secretaria Estadual da Saúde.
A situação é mais grave em Marília (95,6%), Barretos (95,1%), Ribeirão Preto (93,7%), Presidente Prudente (93,5%) e São João da Boa Vista (90,9%), com índices que ultrapassam a marca de 90% de ocupação.
Por recomendação do Centro de Contingência, municípios com mais de 90% de taxa de ocupação de leitos de UTI podem adotar mais restrições do que as atuais estabelecidas pela Fase de Transição.
Em algumas regiões, como Presidente Prudente (85,5%), Marília (85,5%) e Sorocaba (80,5%), a ocupação dos leitos de enfermaria para pacientes com Covid-19 também preocupa e registra taxa superior aos 80%.
Devido ao aumento dos índices da pandemia, a chamada fase de transição do Plano São Paulo foi prorrogada pelo governo do estado e passa a valer até o dia 30 de junho.
Grande São Paulo – 79,7% UTI
Araçatuba – 75.3% UTI
Araraquara – 88.1% UTI
Baixada Santista – 70.3% UTI
Barretos – 95.1% UTI
Bauru – 89,6% UTI
Campinas – 80.6% UTI
Franca – 90.1% UTI
Marília – 95,6% UTI
Piracicaba – 90,3% UTI
Presidente Prudente – 93,5% UTI
Registro – 90,7% UTI
Ribeirão Preto – 93,7% UTI
São João da Boa Vista – 90,9% UTI
São José do Rio Preto – 88,2% UTI
Sorocaba – 89,3% UTI
Taubaté – 81% UTI
Fonte: Fundação Seade – Secretaria Estadual de Saúde

Fase de transição
No final de maio, o comércio foi autorizado a elevar a capacidade máxima de 30% para 40%. Na prática, porém, não há lei, multa ou fiscalização para verificar esse percentual.
O Estado de São Paulo está, desde 18 de abril, na chamada “fase de transição” do Plano São Paulo, que regula o funcionamento dos setores da economia.
Esta fase, criada para representar uma etapa transitória da fase emergencial, a mais rigorosa da quarentena, não leva em consideração os indicadores da pandemia no estado.

Indicadores da epidemia
Ao ultrapassar o patamar de mais de 11 mil pacientes em UTI nesta semana, São Paulo voltou para um patamar que não observado desde 23 de abril.
Abril foi o mês mais letal desde o início da pandemia. O colapso no sistema de saúde também fez com que mais de 500 pessoas morressem à espera de um leito de UTI no estado.
Embora em maio tenha sido observada uma queda no número de internações, casos e mortes, essa queda não foi suficiente para voltar a patamares anteriores às do pico da segunda onda.
Esse novo aumento de internações de junho – chamado de terceira onda da epidemia ou de repique da segunda onda – preocupa cientistas e infectologistas porque acontece no momento em que o sistema de saúde já está sobrecarregado com taxas de ocupação acima de 80%.
Em fevereiro, antes do início da segunda onda, as ocupações de UTI no estado mantinham média de 66%.
Na capital paulista, as taxas de ocupação de leitos não-Covid também já estão atualmente acima de 90%, o que aumenta a dificuldade para que estruturas sejam adaptadas de forma emergencial.

Com informações do G1

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Igor Sorente

Igor Sorente

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