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Com maior incidência do Estado, Barretos registra 403 casos e 26 mortes por doenças respiratórias em 7 meses
Barretos registrou a maior incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado de São Paulo entre janeiro e julho deste ano. Foram contabilizados 403 casos, o que representa uma taxa de 96,53 casos por 100 mil habitantes — número que coloca a cidade à frente de todas as outras 16 regiões analisadas pela Secretaria Estadual da Saúde.
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Os dados constam em relatório divulgado pela pasta, que aponta ainda 26 mortes causadas pela doença na região de Barretos no mesmo período. A SRAG é uma infecção respiratória severa, caracterizada por dificuldade respiratória e lesões nos alvéolos pulmonares, responsáveis pelas trocas gasosas que oxigenam o sangue.
Vírus circulantes e estação do ano influenciam alta
O aumento de casos neste inverno tem sido atribuído à maior circulação de três vírus respiratórios: o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), a Influenza e o coronavírus causador da Covid-19. As condições típicas da estação — clima seco e maior permanência em ambientes fechados — favorecem a propagação dessas infecções.
Embora apresentem sintomas distintos, esses vírus compartilham modos semelhantes de transmissão, como o contato próximo com pessoas infectadas, gotículas respiratórias e superfícies contaminadas.
Crianças, idosos e grupos de risco
O VSR afeta principalmente crianças pequenas, enquanto Influenza e Covid-19 representam maior risco para idosos e pessoas com comorbidades. Para conter o avanço dos casos, a principal estratégia é a vacinação.
Entre as ações de prevenção estão:
- Vacina contra o VSR: disponível para gestantes entre 32 e 36 semanas, garantindo proteção aos recém-nascidos por meio da transferência de anticorpos;
- Imunização passiva com anticorpos monoclonais: indicada para recém-nascidos e lactentes, sob recomendação médica;
- Vacinas contra a gripe e Covid-19: oferecidas gratuitamente pelo SUS em campanhas sazonais e também disponíveis na rede privada.
Estado cria centro de monitoramento
Diante da escalada de casos, a Secretaria Estadual da Saúde criou, em junho, o Centro de Operações de Emergência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (COE-SRAG). O órgão tem a missão de acompanhar os dados por município, ano e semana epidemiológica, com filtros por Departamentos Regionais de Saúde (DRS) e Grupos de Vigilância Epidemiológica (GVE).
Rio Preto lidera em número absoluto
Embora Barretos registre a maior incidência proporcional, o DRS de Rio Preto lidera em número absoluto de casos: são 3.924 registros e 383 mortes, com uma taxa de 267,41 por 100 mil habitantes. No total, o estado de São Paulo contabilizou 40.909 casos e 3.633 mortes por SRAG nos sete primeiros meses do ano, o que equivale a uma média estadual de 99,75 casos por 100 mil habitantes.


