16 de Setembro de 2017 às 13:25Igor Sorente

Cemitério está no limite e pode entrar em colapso dentro de um ano


Cemitério do Prata também está no projeto de concessão. (Foto: Aquino José)

O espaço disponível para a construção de novos túmulos no Cemitério da Paz é preocupante. São somente 100 unidades com previsão de esgotarem em até um ano e meio dada a velocidade das aquisições. Outra questão que chama atenção para o Cemitério e também o Velório Municipal é média de arrecadação das taxa, que ficam de R$ 7 mil a R$ 10 mil por mês, que não cobre a despesa de aproximadamente R$ 29 mil. Além disso tem os custos com energia elétrica e insumos.

Uma alternativa que vem sendo encontrada pela prefeituras para garantir a manutenção, a segurança e os investimentos necessários para os equipamentos é a concessão, como ocorreu no município do Rio de Janeiro, exemplo que está sendo seguido pela Prefeitura de São Paulo.

Em Barretos, tramita na Câmara Municipal, o Projeto de Lei 111, que prevê a revitalização e a exploração do Velório Municipal e dos cemitérios da Paz, da Saudade (Distrito de Ibitu) e do Distrito do Prata. O grupo que obtiver a concessão através de concorrência pública também deverá construir um novo cemitério municipal e criar um cemitério municipal de animais

Especificamente no Cemitério Municipal da Paz, a concessão é solução para resolver a questão da segurança, já que recebe constantes reclamações por conta do furtos de peças dos túmulos, principalmente no que se refere ao material bronze. Somente no último mês foram registrados 300 furtos.

De março para cá são cerca de 4 mil famílias reclamantes. Por conta disso a administração  já registrou 10 boletins de ocorrências. O problema é antigo. Em função de sua precária estrutura, os ladrões encontram facilidade de adentrar ao local e praticar os furtos.  O Cemitério convive ainda com a falta de funcionários, principalmente na área administrativa, que necessita também de equipamentos, sistema de iluminação compatível, recuperação e ampliação da rede hidráulica, levantamento dos muros, colocação de concertinas, cerca elétrica e incinerador, dentre outros.

No caso da concessão que tramita na Câmara, a concessionária responsável deverá garantir um serviço com “regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas, sendo a atualidade compreendida pela modernidade das técnicas, do equipamento e das instalações e a sua conservação. Isto fará com que o serviço e a segurança nos cemitérios sejam melhorados significativamente, deixando que a Prefeitura priorize outras áreas de atuação, como infraestrutura, educação e saúde”. - relata o projeto.

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