12 de Setembro de 2018 às 12:25

Registro de casos de violência contra a mulher aumentam


Priscila Sanches S. de Oliveira aponta Lei Maria da Penha como prevenção ao feminicídio. (Foto: Aquino José/ Seven Press)

Doze mulheres são assassinadas todos os dias, em média, no Brasil. São 4.473 homicídios dolosos, sendo 946 feminicídios, ou seja, casos de mulheres mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero. "A mulher culturalmente sofre com a violência e é tratada como objeto." - destaca a advogada Priscila Sanches S. de Oliveira. 

Trata-se de um aumento de 6,5% em relação a 2016, quando foram registrados 4.201 homicídios. "Os números estão aumentando  por conta do empoderamento das mulheres e porque a violência está crescendo." - ressalta. O procedimento padrão de investigação para casos de morte de mulheres é, primeiro, investigar a vida pregressa da vítima para saber o que ela fazia, com quem ela andava e onde trabalhava.

Na região foram registrados três casos de feminicídio neste ano. O primeiro em Barretos no dia 27 de março quando a mulher foi esfaqueada pelo marido em uma imobiliária; e o segundo, em 6 de julho quando a mulher foi atropelada pelo marido. O terceiro caso aconteceu em Guaíra em 29 de agosto quando o namorado matou uma jovem. Todos os casos estão relacionados ao término do relacionamento. A pena prevista para o crime é prisão de 12 a 30 anos.  

A lei 13.104, de 9 de março de 2015, parágrafo 1º artigo 2, considera que há razões de condição de sexo feminino quando o crime envolve violência doméstica e familiar ou menosprezo ou discriminação com a condição de mulher. 


Prevenção

Segundo Sanches, Barretos já trabalha com a prevenção do crime com palestras da Comissão da Mulher Advogada e ações da Pastoral da Mulher Marginalizada. "A gente precisa desmistificar o fato de que 'me bate, mas é bom marido'. Um relacionamento não pode ser pautado por agressões." - esclarece a advogada, citando que os primeiros sinais podem ser compreendidos no namoro com a possessão e o ciúme.  


Delegacia

Sanches frisa que alguns fatores impedem o acesso da mulher à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). "Os olhares dos parentes, dos vizinhos, o fato do delegado ser homem são fatores que aumentam a dificuldade. Além disso, a delegacia não abre nos finais de semana, que é quando acontece o maior número deste tipo de crime, potencializados pela bebida e droga." - alerta a advogada. (Igor Sorente/ Seven Press)


ONDE DENUNCIAR

Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher

Defensoria Pública: Rua 25 de agosto, n° 740, Exposição, Barretos

Chamar a PM – Disque 190

DDM - Delegacia de Defesa da Mulher: Av. 27, nº 640, Centro, Barretos | Rua 28, nº 313, Jardim Paulista, Guaíra

Fonte: Igor Sorente/ Seven Press

Publicidade

Fale com a gente pelo e-mail

contato@jornalosertanejo.com.br
Participe com sugestões, dicas, comentários e denúncias.

Enquete

Resultados

Podcasts

Publicidade
Publicidade