25 de Agosto de 2018 às 22:07

Em busca de votos, Bolsonaro faz campanha até em garupa de cavalo


Jair Bolsonaro saboreou a Queima do Alho e matou a fome em Barretos. (Foto: Aquino José / Seven Press)

Reduto político do PSDB, o interior de São Paulo se tornou alvo do candidato à presidência, Jair Bolsonaro (PSL). Amparado em pesquisas que o colocam a frente de Geraldo Alckmin no Estado, Bolsonaro pretende avançar sobre o eleitorado tucano e os indecisos apoiando a liberação do porte de armas para moradores da zona rural e tipificação de terrorismo para invasões de sem-terra. 

Sua turnê começou quarta-feira (22) em Presidente Prudente e terminou neste sábado (25) em Barretos. Passou antes por Araçatuba, Glicério, São José do Rio Preto, Jaci e Catanduva. A caravana foi organizada por Luiz Antônio Nabhan Garcia presidente da UDR (União Democrática Ruralista). 

Chegou a Barretos por volta de 11h00 com escolta da Polícia Federal e foi visitar o Hospital de Amor, sendo recepcionado por Henrique Prata. Ao ser questionado sobre questões da saúde, Bolsonaro se atrapalhou.


Simpatizante de Jair Bolsonaro aponta que ferro será grande para o povo. (Foto: Aquino José/ Seven Press)

O candidato do PSL seguiu para o desfile de aniversário da cidade e estava acompanhado do deputado federal Major Olímpio (PSL), que disputa uma vaga ao Senado, do filho Eduardo Bolsonaro (PSL), que também é deputado federal e do candidato a deputado estadual Major Mauro (PR).

Em visita na Vila dos Pobres disse que, se eleito, vai realizar uma reforma gradual na Previdência, começando pelo setor público, e com variações de acordo com a categoria. 

Durante a tarde, visitou a Queima do Alho no Parque do Peão. Disse que se eleito, os ministérios da Agricultura e Meio Ambiente serão fundidos, e que o titular da pasta será indicado pelos produtores rurais. Outra promessa foi trabalhar para impedir a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre produtores que exportam alimentos.

Bolsonaro também repetiu compromisso de combater invasões de terra por parte do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), cujas ações poderão ser tratadas como "terrorismo". Por volta das 21h00, no intervalo das montarias, Bolsonaro cavalgou na garupa de um peão na arena, acenando para o público presente no estádio lotado, recebendo aplausos e vaias. Durante o trajeto, ele fez gestos com os dedos das mãos como se estivesse atirando com uma arma.

Nesta edição, a festa foi visitada pelo presidenciável Henrique Meirelles (MDB) e pelos candidatos ao governo do Estado de São Paulo, João Dória (PSDB) e Paulo Skaf (MDB).

Fonte: Igor Sorente/ Seven Press

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