20 de Agosto de 2018 às 19:08

A faseolamina é amiga ou traíra?


Nutricionista Renê Leite recomenda cuidado no uso da faseolamina. (Foto: Aquino José / Seven Press)

O verão está a todo vapor e para fazer bonito nas praias muitas pessoas optam por alternativas radicais para o emagrecimento. Algumas delas, além de ineficazes, podem ser até prejudiciais à saúde.  Por isso precisamos desmistificá-las. É comum em algumas pesquisas atuais ouvirmos falar sobre a faseolamina. Primeiramente, devemos esclarecer o que esse nome tão complicado traduz. A faseolamina trata-se de uma glicoproteína presente nos feijões, em especial o feijão branco.

Esta, por sua vez é inibidora, isto é, impede a ação de uma enzima importante no metabolismo digestório do corpo humano, a amilase. Desta forma então, inibe a absorção do amido (ou carboidrato) presente nas diversas reservas de alimentos como batatas, pães e massas em geral.

Algumas pesquisas na Espanha com animais comprovam que a faseolamina pode ajudar no controle e combate a diabetes, ainda sabe-se muito pouco que comprove sua eficácia no tratamento de redução de peso. "Com base nas pesquisas existentes no mundo, eu não recomendaria a ingestão do produto." - afirma o nutricionista Renê Leite. 

Apesar de alguns benefícios recém comprovados da faseolamina, a redução de peso ainda pode ser muito mais segura e eficaz quando feita de maneira lenta, sem grandes restrições e reeducando a alimentação no geral. "O mais importante é procurar o nutricionista para fazer adequação da dieta na vida da pessoa." - ressalta Renê. Pelo fato desta possível melhora que a faseolamina pode provocar no corpo - "principalmente quando dizem que reduz os níveis de açúcar no sangue - é preciso tomar muito cuidado, porque não há nada comprovado cientificamente." - ressalta o nutricionista.  

É importante adequar hábitos de vida saudável ao emagrecimento, como a prática de atividades físicas, consumo de líquidos (principalmente a água), adição de fibras e carboidratos complexos na dieta e manutenção proteica e lipídica.

Fonte: Igor Sorente/ Seven Press

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